27 de nov de 2010

A menina do quarto verde, Rua ladrilhada de brilhantes

Adoro ter insights. O chão é de madeira. Rústico e marrom, bem campo, do jeito que eu gosto. Na última vez que apareci por lá me pareceu menor que o meu atual (talvez fosse pelo fato dos fios não estarem conectados à nenhuma lâmpada e da primeira vez tinha o sol como visita). Não importa. Já sei os mínimos detalhes. Na parede esquerda vai ficar a cama, com uma colcha repleta de retalhos e almofadas muito brancas e muito coloridas (não necessariamente nessa ordem) ou então as almofadas serão coloridas de retalhos e a colcha... bem, a colcha eu penso (ou compro) depois. Tem que ter aquele móvel de madeirinha, bem estilo Pride&Prejudice. Um móvel com três gavetas e uma cadeira como enfeite. Em cima vai ficar o meu vasinho de uma única rosa, junto à minha Nossa Senhora, que será renovado à cada ciclo. O meu netbook baby, a minha canetinha, o meu espelho de duas caras, as minhas caixas de maquiagem e as pérolas de ontem que eu sempre uso hoje. Um pouco atrás dele, na parede da direita, vai ficar o meu closet armário branco-big-size-que-eu-não-sei-como-vou-fazer-pra-enchê-lo e fazê-lo ficar gordinho... Mas enfim, meu futuro armário, a.k.a as Big A., tem várias prateleiras, muitos cabides, muitas gavetinhas de metais e ele vai compor lindamente com a minha parede branca suja de verde. Porque, a propósito, ele não é inteiramente branco: ele é branco sujo de branco, ou aquele off-white das pessoas metidas à muito shopping e muita roupa. E AH! Na entrada para o meu banheiro, minha suihhhtiii, eu vou colocar uns ganchinhos e vou penduras minhas borboletas do show do Coldplay. Ou então, vou fazer decupagem delas na parede, estilo "grudemaíefiquemquietinhaSUAsLINDAs!"

Ai, gente... =)
estou inlove com meu futuro quarto. Ele não perde por esperar.
(Tampouco a dona)

Muáh. Muáh.

16 de out de 2010

Saldos ao final do dia

Doces. Muitos Deles. Bis, na grande maioria. Uma vontade enorme - fudidamente enorme - de sair de casa e ir pra praia, ouvindo Coldplay e descobrindo músicas novas; sair fantasiada de Drag Queen com um salto palataforma-meia-pata-embutido tamanho 15 cm e voltar pra casa só quando as pernas e os pés estivessem pedindo mais de tão acostumados à boemia e o corpo pensando na quantidade de ZzZzz'ss afogados e revertidos em... (?) puro êxtase

Mas não. O que aconteceu foi uma sucessão de estímulos cerebrais convertidos em bites na tela do computador. Temo pela vida dos meus dedos e suas futuras artroses e temo pela sanidade. Do meu final de semana.

E eu devo a duas pessoas em especial. Uma que me ouviu e abriu os olhos. Outra que me fez fechar os olhos por dez minutos presenciais. Amo os dois.

E pra animar os ânimos desfalecidos deste sábado melancólico e quadrático:

5 de out de 2010

O que é que o Brasil tem?

Que me desculpem os europeus, mas o Brasil dá de dez a zero em qualquer Europa.
As pessoas irão dizer: "você nunca foi, como pode afirmar? Dã!?"

é verdade! nunca fui, pretendo ir, mas de uma coisa eu tenho certeza: sempre voltarei.
E daí não falo apenas como brasileira, mas como uma soteropolitana que adotou o carioquismo. Mesmo me referindo ao Brasil, impossível não olhar e falar do dito cujo sem aquele pézinho fincado na gema. Sei que meu país não se chama Rio de Janeiro, mas é uma parte dele, certo?

Por todos os lados você sente cores, calor, tradições, pessoas ricas, pessoas pobres, o funk do favelado que os moradores da Vieira Souto escutam, o sertanejo do centro que veio parar nas "beirola"... riqueza não pelo dinheiro, mas por ser Brasil. Problemas tem aos montes, mas quem ama cuida.

Dá até vontade de repetir o nome várias vezes. Brasil, Brasil, BRAsil, braSIL, Bra-s-i-l... Com 's', com pátria e como nação. Não é apenas futebol e samba.

Dá até pena de quem disser: "É por isso que o país tá desse jeito!"
Coitado, nunca sentiu o que é ser Brasil de verdade. Porque você nao vai pra Europa? Mas vai e fica, tá? Canção do exílio pra você, por pelo menos uns dez anos!

29 de set de 2010

Helena

Amizade não se compara, tampouco se pede.
Essa sim cai do céu.
E mesmo que as diferenças existam, ela está ao seu lado, sempre disposta a tirar o melhor da vida com você.
E tudo fica mais fácil - tão mais fácil - quando a luz não é o holofote, mas sim o próprio nome.
Astro de luz própria, exigente por natureza, baixinha boa de ringue, fofamente linda.
Mas não é por você ser a minha gêmea, ou por eu ser a sua, mas sim porque em uma sociedade onde os lisos predominam, você tem a coragem de levantar a bandeira em prol dos cachos (temos), assumir o batom vermelho e desfilar samba e bossa com muita maestria.
Exemplo de mulher brasileira! Mas calma: a chave do malandro é que ele sabe que pode e mesmo assim tem humildade.
Amiga, você pode muito. E os outros querem poder.
Conselho de irmã: aos amigos, sua grandeza. Aos desconhecidos, a cautela. Aos inimigos, um brinde.
Serei uma das primeiras a disponibilizar todo o meu afeto e a zelar para que nenhum mal te aconteça.
Não sou seu anjo, tampouco santo, mas pelo menos o meu é forte o suficiente para te proteger também.
Porque você entende quando eu digo que a música da Beyonce só tem um ponto negativo: ela termina.
Porque você sabe o quanto os sonhos devem ser valorizados.

E o quanto eles se realizam.
Eu te amo e desejo a você uma vida repleta de muitos outros anos.
E, no momento, o meu único desejo - a mim mesma - é que eu possa vivenciar a sua alegria em todos eles.

Meu próximo presente pra você:

18 de set de 2010

Oh... Well imagine

E se você me dissesse bom dia sem precisar me ligar para que isso acontecesse. Você só precisaria abrir um sorriso e se espreguiçar. Os olhos você abriria depois porque a certeza de me encontrar ao seu lado você já teria. E eu vou perguntar o que você quer tomar de café da manhã, depois de ter me espreguiçado junto ao seu abraço. (Ou é bem provável que eu acorde e o café já esteja lá, preguiçoso, em cima da cama.)
Eu consigo imaginar todo esse extenso dia, em que você viria até mim, me daria um beijo na bochecha, misturado com o seu habitual amor, seguido das palavras "precisoestudar!"...
Seríamos mais uma vez companheiros, cúmplices de sala (como em tantos outros dias do fatídico ano de 2008 fomos) ligados por aquele propósito único: a união.
E o resto você já completou: almoçaríamos, voltaríamos aos nossos afazeres para no final do dia tudo terminar naquele jantar. Ou, quem sabe, no café da manhã do dia seguinte.

Eu te amo.

31 de ago de 2010

Em 3 minutos.

...podem acontecer muitas coisas.
Você pode parar pra pensar na sua vida e decidir que a maneira mais certa é aceitar o lado simples de um todo tão complexo. Você pode terminar de se arrumar, tendo em vista que você já está (tão) atrasado. Você pode ligar para uma pessoa, só querendo ouvir aquela voz (não necessariamente falar alguma coisa); ou você pode ligar e falar tudo naqueles sintéticos três minutos: não ter crédito é um problema.
Três minutos podem ser decisivos ou não.
Para mim, no momento, são uma pequena extensão de tempo dentro de duas horas que tenho entre uma aula e outra.
Mas acredito, piamente, que para a maioria das pessoas, três minutos não são nada. O homem simplesmente quer mais tempo, pois seu tempo acabou, é finito, ele quer extrair mais de onde só existem 24.
E - acreditem - parem de pensar em 24 como tempo limitado e definitivo. Você só tem a perder.
Pois em 24 horas existem vários três minutos e basta é uma palavra aproveitável que deve ser considerada.
O tempo quem faz é você.

18 de ago de 2010

"The mademoiselles are muito bella to see"

17:00 18/09/10
Renata sai do banheiro do shopping tijuca, sedenta por água (louca para ver mais vitrines) e se dirige ao segundo andar.
Decide ir de elevador, ignorando a fala do passageiro de dentro: "Está subindo!"
Nunca irei me arrepender de ter subido para depois descer; pois eis que me entra um idoso, cadeirante, guiado por um jovem rapaz, todo vestido de branco, óculos Ray Ban preto (junto ou separado?) à la Edward Cullen e fala gozada. Mas muito, muiiito, figura. FigurAça, com A maiúsculo.
Creio que em toda a sua vida ele foi prolixo, porque ele simplesmente travou conversa com todos do elevador em menos de sete andares!

Conversa na íntegra:
Senhor Edward Cullen: ... porque english is very good! Muito importante nestes dias de hoje! (Sotaque fooorte de nordestino)
Senhor passageiro Nº 1 ao EC: Do you speak english?
EC: Yes, yes! I speak! And d-do you? Do you have been a United States?
Nº 1: No... I don't speak english.
EC: Ahhh... que pena!
(Renata passageira-observadora começa a rir. Renata é notada pelo senhorzinho EC)
EC: E esta mocinha? AHHHH! Você sabe muito bem! Você have been t-t-to United States?
Renata passageira-personagem: No, I haven't. And you? Have you been to USA?
EC: I have! I have been t-t-t-t-t-t-to there and to Paris too! I've studied there!
Renata passageira-abismada-entusiasmada: Très Chic!
EC: Porque the mademoiselles there are muito bella to see! São bonitas mesmo!
R: Yes indeed! Muito bonitas e as mais elegantes, como costumam dizer.
EC: Mas você sabe, eu já vivi muita coisa! Eu tenho 93 anos!
R: Graças a Deus! E o senhor está ótimo, cheio de vida. Vou descer aqui, tchau pro senhor!
EC: Tchau, minha filha! Fique com Deus, muita luz.
R: Pro senhor também.


E eu ainda reclamo da vida. Vergonha nesta cara, Renata Maria!
Vida que segue rumo aos meus humildes 19 anos e 5 meses. XD
êta nós!

15 de ago de 2010

Só para dizer bom dia

Ontem me perguntaram como seria escrever uma história sem pensar. Apenas ir colocando pelo "papel" a primeira coisa que vem à cabeça. Libertador, #será?#

O meu dia vai dar tango. Isso porque o Franz Ferdinand toca Indie Rock e eu descobri isso hoje. Bem, isso é o que conta na descrição do Vagalume: Pop, Indie, Pós-punk. E eu nunca soube o que era indie mesmo. Nem mesmo a banda que eu mais gosto sabe encaixar um significado perfeitamente adequado à sua sonoridade. Como é mesmo que eles descrevem? é uma coisa como "soft-really-slow-melancholic rock".
(-n!)
Acabei de inventar, mas se vocês procurarem no google something like Coldplay defining its music, maybe, solamente maybe, you'll find.
E porque as geishas são consideradas prostitutas? A cultura mais milenar é a da China mesmo. Tá, mas elas são do Japão. (Porque eu falei China?) ...Então tudo vale a pena jogar pela lata do lixo, inclusive a tradição e cultura geishísticas (sic). Sabe o que elas falam agora pro cliente? "Time is money!" - naquele sotaque de japonês arriscando o inglês. O inglês "comeu" as geishas. O dinheiro é um mero detalhe.
E o João Paulo Cuenca. Eu acho que não gosto dele. Já viu como ele escreve? É tipo um filme em câmera lenta que quer tentar ser rápido e no final de tudo ele é o cara. "He's the man!" Parece que ele fez um texto, jogou tudo no liquidificador e aquela massaroca ele cuspiu no papel. Às vezes ele acerta, mas, sinceramente, na maioria das vezes ele não me emociona.
Gosto é gosto.
E embora a máxima-cliché-ditado, ou seja lá o que for, diga que em relação ao sujeito não se discute, me responde: quem é que respeita? Poucas pessoas.
Ai, ai...
Eu só não entendo como isso tudo consegue terminar em pizza. Tinha que terminar com marshmallows e batida de morango! (?)



At least, I tried XD
#lol#

10 de ago de 2010

Cabeceira de Renata.

Bem, eu tirei as seções de livros e filmes que mais gosto. (Otttteio coisas muito abarrotadas)
Entonces, resolvi falar somente sobre o livro que leio no momento e um filme que tenha sido muito tchum, a meu ver.
Para bom entendedor, o título já basta.

Faz só uns quatro dias que troquei de livro. E, de uns tempos pra cá, eu peguei a mania de uma pessoa muito querida: vivo fazendo minhas orelhinhas pelos cantinhos das páginas, marcando as passagens que mais gostei. Gabriela Viana, essa eu devo a você. Saudade, amiga.

#momento são tantas emoções#

Pois bem, vamos aos livros!

O ex-livro

Por quê? Porque a Renata decidiu abrir seus horizontes para muitas religiões. Essa minhoquinha começou quando em uma aula da PUC, de filosofia, ela ouviu a expressão Religiões Comparadas (Obrigada, Remo!). Tempos depois, ela se vê pegando um livro, emprestado por uma pessoa MEGA tudo. Tia Vê, mãe de Ana Carolina, espírita, forte, mulher, guerreira e com uma energia in-des-cri-tí-vel. Só estando do lado para entender. Mas calma Tia Vê(!): eu não fiz orelhinhas no seu! Colocarei o trecho que não resume o que o livro significou pra mim, mas que já dá aquela pontinha de valer a pena.

"Buda - O fogo da paixão acaba por se extinguir um dia. Então vasculhamos as cinzas e descobrimos uma pedra preciosa. Nós a pegamos do chão e olhamos pra ela, admirados. A pedra preciosa estava dentro de nós o tempo todo. É nossa para sempre. Ela é buda."

                                                                                      O futuro-presente livro

Sobre esse, nada sei. A introdução pede aos leitores que não leiam o livro de acordo com a visão do leste, e sim que olhem para o leste, com a visão do oeste. Baphônico!


Renatinha, a traça, entrando em ação. Mas se toda traça fosse cultura, elas não seriam somente bugs! Sejamos mais que traças XD
Boa noite a todos =)

Shame on me!

Só para deixar bem claro que a pessoa que vos escreve errou o nome da máquina fotográfica.
Eu não ganhei uma PRANTEX, mas sim uma PENTAX.
E como prova do meu erro hilárico e paraíbico (nada de preconceito, aliás eu sou paraíba), aqui jaz a máquina:

linda da mami *.*

Beijos, até mais =)

8 de ago de 2010

Só sei que sei algumas coisas.

Estranho é querer escrever sobre tudo ao mesmo tempo e não saber por onde começar. Reconheço em mim uma artista em decadência, longe de atingir seu grande desejo, ansiosa demais procurando por qualquer verdade.
Não sou nenhuma artista, meu rosto nunca assumiu uma máscara de falsidade, minha certeza profissional não consta mais em meus diálogos, não quero agradar a ninguém e cansei de sorrir para tudo e todos.

Assumo um pouco de meu enclausuramento criativo. Sinto falta do meu eu interior. Ganhei uma máquina ano 88 (ou 86, se meu lapso de memória não me engana) que roda a filme: uma Prantex K1000. Gene familiar fotográfico? Veremos. Ganhei muitos livros, prometi terminá-los até o dia 16 deste mês e agora estou calma: aceitei o tempo em seu devido tempo.

Ah! Fui a um gastro, devido aos meus recentes problemas estomacais (que ainda não foram devidamente diagnosticados) e sabe que eu gostei do médico? Não por ele ser sábio e médico, mas por ele ter sido sábio e humano. Disse a mim que a coisa mais triste era o atual sistema impondo aos nossos jovens uma maturidade precoce, uma escolha de futuro profissional mais precoce ainda e um vestibular que só faz aumentar tantas incertezas e esmagar tantos futuros. Pois é... nunca fui a favor de tamanha pressão e só descobri isso um ano mais tarde, quando passei no vestibular somente com a minha ajuda e sem a paranoia de pessoas que querem ganhar em cima de você. Agradeço a eles, mas fiquei melhor sem eles.

Bem, eu disse em meu último post que este seria um tempo de agregar, ao invés de construir. Pois então, aqui estou. Maravilhada por ter descoberto o que eu não quero ser e o que eu não serei. Uma obra de arte demora um certo tempo para ser construída e é por isso que digo que a minha está longe de ficar pronta: me encontro no processo de aprendizagem.

Felizes são as tartarugas.
Tenham todos um excelente domingo =)
(Feliz dia dos pais, porque ao meu eu devo quase tudo)

21 de jul de 2010

Use protetor solar...

... sempre.
E tenho dito.

Este blog está temporariamente de férias, assim como a dona.
Um tempo para agregar, ao invés de construir. E descobrir:

principalmente ;)

18 de jul de 2010

aPaixone-se (Letuce - Potência)

La ciudad

Hoje não é pra ter medo de ser feliz não. Se as pessoas saem pelas ruas do Rio de Janeiro do jeito que ele é, porque devemos temer? Foda-se cara. O cara tá lá de braços abertos de sacanagem? Seja o que ele quiser! (Abençoa e vai!)
Então tá, né? Fui.
Fui e comigo veio uma declaração de amor. PUTA VÉI, (como diz minha prima), sou baiana mas, porra, do Nordeste só veio a certidão de nascimento. Até carrego o meu momento de rodar a baiana, mas... o que seria da pessoa que vos escreve sem o seu Rio de Janeiro. Caralho: nada. Eu já sabia disso há muito tempo, mas ontem ficou transparente. E como sempre minhas constatações vivísticas acontecem no coração do MEU Rio de Janeiro: na Lapa. E o que a Lapa tem a ver com o Rio? Tudo! E porque a Lapa é pra mim o coração do Rio? Porque é. Assim acho eu, mas com certeza outros nunca acharão isso.
Vou traçar um paralelo que vai chegar num ponto final.
Introduction e meio e fim: O que é o Rio pra você? Apenas um ponto diverso misturado aos outros pontos diversos de um Brasil tão variadamente diverso. Certo? Bem, ao menos para mim, sim. Pois então. Não consigo pensar em um lugar que resume todas as originalidades de tantas pessoas ao mesmo tempo. Justamente por não regar apenas uma raiz, mas sim várias. E isso é lindo, cara! é mágico, é inspirador. O L de Lapa para mim significa legalização; legalização de todas as cores, todas as cabeças, legalização de um todo completamente cheio de divergência. E para enxergar o outro, você tem que amar a diferença dele. Não é isso que você faz com os amigos? Aceita as semelhanças e junto delas vão as diferenças. Estão aí os dos A's de Lapa. Mas eu nao colocaria Amor e Amizade. Mas sim, Amor e Amor. Felizes são aqueles que amam, sem precedentes e explicações.
E se aPaixonam. (#pontofinal#)
Simples não é, mas quem disse que não existe beleza na complexidade?
A propósito, complexo é saber mijar se equilibrando num salto alto 9 cm sem encostar na tampa do vaso! Assim tenho dito. E olha que eu estava de legging, imagina a coitada que tem que segurar a calça, se equilibrar e ainda pegar o papel? Ai, ai... MULHERES!

8 de jul de 2010

A criança do meu caribbean blue

Uma criança disparou pela padaria portas à dentro. Ansiosa por algo: olhinhos perscrutando cada centímetro, cada cantinho da bancada de doces. Eu, na minha calma, chegaria ao meu destino como uma rainha, prazerozamente, majestaticamente (muitos sic). Ela, impestuosa criatura, avistou um pão doce, rechonchudo, fonte de prazer, delícia perigosa. Eu, alcancei sem preeeessa alguma o meu humilde pedaço de bolo de limão, camada tripla, com uma calda ariana danada de dengosa. O pão doce, o bolo de limão, lado a lado, cúmplices de padaria, entregues ao destino de serem somente vítimas da gula, do desejo, da gostosura, do colesterol alto: da eterna felicidade. Separados, ali, na derradeira cumplicidade. Ela, ali na fila, parada logo em minha frente, olhou para o balcão, com outros docentos doces:
- Moço, quanto tá o beijin'?
- ér doce moça, tudo doi zi cincuenta.
Preferiu resguardar seu pão doce. Santa criança! Me lançou um feitiço ao qual não pude resistir. Pensei: "Será que levo mais um bolo? Não precisa ser de limão! Tem o de morango... HÁHÁHÁ". Mas não... permaneci dura, acreditando no prazer que aquele único bolinho iria me proporcionar.
Minutos mais tarde, a criança já tinha pagado sua conta e eu me dirigia para o lado de fora da paradia. Pensando em chegar em casa, abrir o faqueiro e meter bala. Eis com quem me deparo? COM A CRIANÇA! A danada já tinha aberto o pacote de seu pão e já tinha as insaciáveis mãozinhas na boca com pão e tudo! Puta que pariu... olha o dilema. Olho pro pão, olho pra criança e penso: é aqui, é agora? Na racha?! Na munheca?! Mas não, permaneci sólida em minha virtuosa espera. (Afinal era só atravessar a rua e pegar o elevador)
Sorri. Porque poucas pessoas sabem reconhecer a virtude de ser uma eterna criança.
A criança era uma senhora. Cálida e inocente. Linda em sua juventude.

29 de jun de 2010

um ser autopensante

Ela está deitada no sofá com um certo congestionamento e sentindo-se meio mole. Levanta, senta e resolver ler. Ler coisas sobre os outros, ler sobre o que ela mais odeia e ama em um minuto, ler coisas que não precisas ser lidas, somente vistas, ler sobre o porquê da lua estar tão cheia no céu alto.
Só que ela se reteve em apenas uma leitura. De muitas, uma. E, inacreditavelmente, ela não consegue lembrar-se da frase que a marcou. Perdas de memória acontecem. (Tratando-se dela então, perdas de memória são fichinha... complexo de alzheimer)
Continuando: Resolve escrever então sobre a segunda coisa que mais a impressionou.
Merda cara. Ela não queria escrever sobre aquilo.
Sabe porquê? Por você. Não queria escrever sobre aquilo meramente por sua causa. Porque outro dia, do lado de fora do seu quarto, eu constatei o quão cheia estava lua e era você que estava lá. Foi você quem a admirou comigo.
A segunda leitura que mais me impressionou me fez perceber o quanto a menina agora está por conta própria. E, felizmente, ela sabe que tem que adicionar certo lirismo à sua realidade. Porque todos, todos os dias, adicionam. Fazem sua própria música. E para ela não será diferente.
Cliche é dizer que isso tudo se chama viver um dia após o outro.
Não ser cliche é constatar que um dia a gente cansa de pensar sobre muitas coisas e acaba esquecendo que muitas coisas chegam, novas e prontinhas para serem pensadas. Substituindo as antigas.


O maior presente de todos? A minha lua não está no singular: está no plural.

24 de jun de 2010

Fruit de la passion

Obrigado pelo milkshake de morango depois do trabalho.
Obrigado por estar lá me esperando. Por querer estar.
...Por sorrir quando eu chego perto de você.
...Por não querer um beijo, mas sim meu abraço.
...(Por não querer me abraçar, mas sim...)
...Por ter o sorriso que eu mais anseio ver ultimamente.
...Por ter o seu cheiro, somente o seu.
...Por ser a pessoa mais feliz quando digo qualquer bobagem. (Quantas mesmo por minuto?)

For making me believe in every single day and for trusting your best in my best.
Por todas las veces hablamos con sentimento.

Parabéns a você pelo nosso dia 24.
Porque você acabou de entrar no Guiness Book :)

22 de jun de 2010

Percepção de vidas passadas

O seu retrato saiu da parede faz tempo, levando a sintonia das suas palavras cantadas e comedidas.
Eu não pedi contimento, eu pedi exagero.
Eu não pedi encaixe ou complemento à minha alma.
Eu queria um novo enxergar de mundo, um traçar de horizonte que se diferenciasse de tantos outros.
Mas você não conseguiu me dar nada disso. Você me deu um eu que não precisou de nenhum você. Você e nada eram a mesma coisa.

Isso aqui não é uma carta de despedida, tampouco palavras rudes que ficaram entaladas.
é apenas uma percepção carinhosa.
Meramente porque hoje eu vi seu retrato de novo. Tão longe, frio e cheio de si.
E eu percebi, com a maior simplicidade do mundo, que a minha festa é mais animada que a sua (sempre foi), que o meu ritmo é mais complicado que o seu(sempre é) e que o meu gingado é mais sensual que o seu(...sempre será).
E o retrato ao lado do meu, colado ao meu corpo, está sintonizado.

E, não sei por qual motivo, não declaro saudade. Eu não declaro nada, porque você ficou no vazio. Desculpa, não queria que fosse assim.

Mas tenho certeza que você sorrirá ao me ouvir dizendo: "Estou muito feliz". Ao lado dessa certeza está aquela certeira: de que eu desejo o gozo da vida a todos vocês.

17 de jun de 2010

Carpe alguma coisa Diem

Hoje eu acordei com o sol invadindo os últimos segundos de um sonho.
Meu café da manhã tinha geleia de uva misturada com mel, meu banho sumiu por causa da espuma rosa do sabonete (coisa de criança feliz), minha blusa carregava uma camada de tule (também rosa, só que desta vez neon) e meus shorts combinavam com meu all star.

Tudo se resume a all star. O meu é - realmente - azul.
Bom dia =]

14 de jun de 2010

Piano

Não há coisa mais linda no mundo quando você senta e já prevê suas notas.
Quando você não vê mais nada além daquilo que seus dedos maestralmente tocam... e nos faz enxergar somente aquilo. E no meio de tudo você simplesmente sorri: bobo e consciente da atmosfera que emana do seu piano. Porque cada pequena nota e cada melodia que sai da sua voz faz parte de um bilhão de pessoas ao redor do mundo. Todas paralisadas de emoção. Vazios que não mais o são.
O ópio de todos nós.

3 de jun de 2010

Back Spice Jackson!

Não me recordo de ter postado nada aqui no Meio trash sobre minhas aventuras no Pedro II.

COLÉGIO DOM PEDRO II

meu colégio. único e singularÍSSIMO. Que eu encho a boca com muito orgulho para falar que estudei nele, me formei nele, amei nele... amei ele! Sentei em cada banco, matei aula em cada canto, me deixei apaixonar por pessoas maravilhosas e simplesmente tive os meus melhores professores. Nada, simplesmente nada, se compara ao amor que guardo no peito por ele. E acreditem: nenhum outro colégio consegue deixar tanta marca e tanta tristeza por ter que partir. Não apenas mera tradição, mas uma extensa passagem de gerações e gerações. Cada impressão, cada pessoa que passou pelo Pedro II deixa ali uma energia que é compartilhada por todos. Como se fosse magia. É a Hogwarts da minha vida.

Essa apresentação aí de cima foi uma enrolação de última hora da - minha - turma 2306, inventada horas antes. Estávamos na última semana de aula, do último e terceiro ano, na iminência dos nossos últimos dias nesse colégio.

"A Renata não sabe nada!" - Eu sou a de bermuda e casacão azul de capuz. Ui, delícia xD

1 de jun de 2010

O que mais preciso no momento

Não adianta. eles falam por mim todos os dias, nas horas certas e nas horas infelizes. No hoje, ontem e amanhã. E agora eles também vão falar.

Prometo me consertar e sair dessa.

Prometo.

28 de mai de 2010

Não existe poeta em mim.

Os caminhos não pedem resposta.
Não pedem sucesso. Não me pedem... nada.
Eles seguem suas próprias vias.

Que me importa se são vias silenciosas
revolucionárias, vermelhas ou nuas.
Se sei que todas irão se encontrar num mesmo fim.

Não, não é o fim morte.
é o fim de um ciclo.
Acaba para ter seu novo início; inicia para um dia renascer.

__________________________________________


Não adianta... Eu não sei poetizar! Não sei escrever, desconheço minha gramática, sou insegura no português, arrisco meus tempos verbais. A fluência das letras digitadas são cuspidas de maneira errônea. Nunca gostei da minha versão em versos: a prefiro em prosa. Não gosto de intercalações e combinações no final da frase: sempre gostei das poesias que descombinam e não tem nexo. Transformo tudo em texto; vejo tudo em histórias, músicas, filmes, palavras e cores. E minhas cores não são metrificadas! Pelo contrário: são simples e não atendem a um padrão. Reinventam-se e transformam-se. Não sei se é a minha mania de ver tudo jornalisticamente e amar um texto corrido. A verdade é: a minha poesia é um bloco de pensamento que adquire a forma que eu quiser, a hora que eu quero. O lirismo do meu ser poético está nas imagens que chocam, na composição de sons, no sentido da mensagem, na sinceridade das minhas palavras. e isso é tudo o que eu quero... Isso se chama felicidade.
Fui clara?

23 de mai de 2010

Bolo de maconha holandês

Nosso bolo de maconha holandês está reservado. Sempre para as melhores noites, para os nossos melhores insights.
"Amiga, vamos comer bolo de maconha quando formos para a Europa?"
Tão certo quanto o dia de ontem. Porque não importa onde estamos: seja na nossa tão amada Lapa bebendo tequila numa roda de samba, seja comendo pipoca dentro da sala de cinema e suspirando orgasmos pelos nossos colírios hollywoodianos ou seja no Devassa engordando meu pobre colesterol. Não importa! Nem faz sentido!
Vocês fazem sentido. Vocês dão sentido. Estávamos perdidas no meio da praça bandeira, quase meia noite e ríamos. Repito: ríamos. Por pura vontade de viver.
E vocês ainda pagaram pra mim! Isso que é amizade!!! XDD
- (not, na próxima eu pago, prometo. Certo, assim como cachaça com mel misturada com cerveja)
Preciso dizer mais alguma coisa?

19 de mai de 2010

Para de puxar o cabelo, Renata Maria B. Fontanetto.

And honey, all the movements you're starting to make.
See me crumble and fall on my face.
And I know the mistakes that I made.
See it all disappear without a trace.
And they call as they beckon you on.
They say start as you mean to go on.

Coldplay - Tudo por causa de um Rush of Blood to the head

O relógio parou. cronologicamente falando.

Cena de sonho: sinto-me regredindo no momento em que tento avançar para frente. Regredindo em apenas um sentido. Na verdade para todos os outros estou parada no mesmo lugar.
Cadê a ascensão?
Eu estava no precipício, disso tenho certeza. Mas agarrada de alguma maneira a ele, pudera eu ter afoitamente me desgrudado e caído acidentalmente?

Tão bonita para ter quebrado a cara deste jeito. Mulher margarina (not).
Contenta?
Felizmente não.
Como posso me reconstruir se sou tão into blues e desesperadamente junto fragmentos ordinariamente desconexos?

A bonequinha de luxo caiu, mas sua enésima vida falou mais alto.

Eu preciso me olhar no espelho para dar uma boa gargalhada de mim mesma.

Palhaça. Sua idiota. Ficou temporariamente burra, bebeu renda com rasteirinha barata? Poxa, eu te achava tão diferente... Não conte comigo desta vez, darling: estou presa na rotina. Você vai ter que enxergar sozinha todos aqueles que estão na sala de espera do hospital esperando você sair deste estado vegetativo. Lembre-se que a caneta nas suas mãos escreve muito além do que você imagina e que seus lábios não foram delineados para se prostituírem por um cigarro.

Not anymore.

Why?

13 de mai de 2010

Parte III - a poesia do meu momento

Sem versos para distinguir seções.
Nenhuma rima para combinar com qualquer final.
Sem pontos de exclamação suficientemente grandes.
Tampouco pontos de interrogações inventados.
Gritos pálidos e matutinos.
Confiança veterana depositada.
Teimosia geneticamente herdada.
Fator X'R em todas as minhas células.
Saudade devidamente declarada.

Quero você que por tanto tempo me aguentou.
Quero você que os céus teimam em abençoar.
Quero você: com seus defeitos e carinho sem igual.
Quero você.
Quero você: longe de mim.

Quero a mim. Esfinge, cleópatra, quimera, deusa.
Quero o mundo. Quero tudo. Quero apenas isto.
A poesia do meu momento: a vida.

Parte II

Foi o flash de uma viagem de ônibus, mas eu nunca tive tanta felicidade por ter tido um flash.
E o flash se tornou ainda mais intenso quando cheguei do trabalho e aguentei mais uma briga com a minha mãe. Como eu queria ser dona o suficiente de mim mesma para ter um lugar que eu pudesse chamar de meu. Seria perfeito: não aguentaria mais desaforos dos meus pais, não precisaria pedir pro meu irmão arrumar a cama, não daria satisfação das minhas horas no computador. Seria perfeito: eu seria a dona da minha cozinha, eu seria a dona de todas as sacolas de supermercado que compraria para a MINHA casa, eu poderia chamar quem eu quisesse para fazer bagunça no MEU quarto. Seria perfeito: eu acordaria com a pessoa que eu bem entendesse ao meu lado (ficaria horas de porta tracanda) e daria várias festas de arromba para no dia seguinte sentir tanta dor de coluna depois da arrumação. Eu iniciaria a minha vida assim: sendo minha dona.
Posso compartilhar meu flash com vocês?
Vou contar como seria minha casa.
Sou uma menina de muitos encantos e muitos detalhes. Eu moraria num prédio de planta baixa, daqueles antigos, de três andares, no máximo, com janelões de frente, estilo casinha de boneca europeia. Ele seria todo quadradão e do lado teriam várias arvorezinhas. Se eu te falasse qual seria minha janela você reconheceria muito fácil: aquela com persiana branca e várias vazinhos de mini rosinhas, cravinhos e marias sapecas. Minha campainha ia ter som de passarinho, ou aquele clássimo Dim Dom. Você ia entrar e sentir cheiro de incenso - aviso logo. Minha casa inteira seria decorada com móveis antigos e patinados. Minha sala teria um sofá gigante com muitas almofadas (uma de cada cor: laranja, amarela, verde, axul, preta, branca, violeta e aquelas com tecidos indianos!); a parede atrás do sofá seria toda grafitada ou eu pintaria uma letra inteirinha do Coldplay (provavelmente Clocks); minha televisão ficaria numa estante com muitos dvd's e ao lado eu teria um porta CD em espiral multicolorido para colocar todas as minhas músicas dançantes... e áh!! Na janela da sala eu colocaria no meio de todos os vazos de flores aquelas argilas de morenas coloridas que ficam com o braço apoiado, esperando um moço bonito passar.
Minha casa teria vários quadros: daqueles que você encontra no meio da rua e compra! Meu banheiro? Ele teria várias estátuas de elefantes indianos e mini budas na posição do ohm. Eu sempre encheria um frasco com petálas de rosas em cima da pia e do lado de fora do meu chuveiro, bem ao lado, uma cesta de palha com muitos, MAS MUITOS perfumes, cremes, shampoos e coisas cheirosas e que dão vontade de comer só de sentir o cheiro. Minha cozinha será toda em preto e branco e na mesa você só encontraria frutas que a maioria não gosta: kiwis, seriguelas, pitangas, frutas do conde, caquis, graviolas, jabuticabas e bananas!
E meu quarto (*.*) teria uma letra de música, com certeza, pintada na parede e vários quadros de lajota portuguesa (quem sabe o rodapé não seria de lajota portuguesa?). Você encontraria um armário inteiro para pares de sapatos; um armário inteiro para roupas e afins; um cabide inteiro só para jornais e revistas; uma estante inteira só para livros e na minha mesa do computador muitos retratos com as pessoas mais queridas e amáveis que fazem de mim a pessoa maluca que sou acima =]
*Minha cama teria uma colcha gigantescamente fofa e rosa ou verde limão.

Parte I

No exato momento em que escrevo vejo luzes pisca pisca. Como se fosse natal. Mas não: olho novamente para a janela e descubro que são apenas reflexos de várias luzes.

E no final deste post eu lhe asseguro que você saberá do que vou começar a falar. Mas não agora - tenha um pouco de paciência. E não adianta ir para o último parágrafo porque você não vai encontrar nenhuma síntese, nenhum resumo. Então ou você se fode lendo ou você se conforma =]

(Prefiro pensar que você se conformou)

O pontapé inicial para toda a minha odisseia prosaica foram as luzes pisca pisca. Pisca pisca levam a festas de final de ano, que lembram que no natal de 2010 eu gostaria de estar morando sozinha e que remetem a uma dúvida (cruelíssima, por sinal): como será que eu verei tudo o que vivenciei este ano lá para dezembro? Já aconteceu isso com vocês? Querer saber o que vai acontecer no dia de amanhã e se no dia depois de amanhã você lembrará com tristeza ou felicidade do ocorrido. Isso geralmente só acontece comigo quando as conspirações naturais da vida começam a funcionar. Funcionar não: começam a atrapalhar. E não adianta nem querer dar uma de boa moça, ficar no meu canto, falar de menos, fazer de menos... acreditem: se a vida quer fuder com você, ela vai arranjar um jeito! Fodam-se os meus sentimentos. Então quer saber? Foda-se a vida! Fodam-se as pessoas. Só espero que em dezembro eu tenha bons motivos para acreditar que vim pelo caminho certo. Não peço nem que o caminho seja lisinho, de tábua corrida e aspirado. Pode ser aquele mais acabado, com traça, teia de aranha, sem sol e com verdadeiros pedregulhos. Isso não me assusta; só espero que tenha valido a pena tanto sacrifício. Até o presente momento algo me diz para continuar firme e forte com minhas convicções.

Pé em Deus e fé na tábua.

5 de mai de 2010

Segredos de liquidificador

"Eu vou postar isso no blog." - Renata às 23:30 de ontem, terça
A verdade é que depois de ter ficado 8 horas em pé, trabalhando dentro uma loja, vendo a mesma vitrine da frente todos os dias, vendo as mesmas pessoas com os mesmos olhares, a mesma desconfiança, os mesmos conselhos de pessoas que os falam sem nem ao menos conhecerem o meu jeito (Áh, SE conhecessem...) e lidando com clientes que sempre são tratados como os donos da razão... afinal no final do mês eles pagarão o meu salário. A verdade é que isso acaba contagiando com estresse, mas não estou ali por necessidade, estou ali simplesmente porque quero. Então paciência, bom humor e bom senso são sempre bem vindos...
(parte do desabafo mode off)
Agora sim: a verdade é que depois de tudo isso é muito bom sair da loja e te encontrar me esperando do lado de fora. Lembro de você me perguntando se tinha gostado... pois então, gostei. Tudo é muito recente e confesso que estou aprendendo a lidar com isso (nosso) ainda, mas você pode ter certeza que se meus sentimentos por você cresceram (e de certa forma mudaram), o crédito é todo seu. E se tem uma coisinha que me conquista sempre são as diferenças. Diferença de tudo mesmo: tenho uma queda pela riqueza de detalhes. E você tem um dom pra isso (minha mãe já reclamou infinitas vezes, vide o seu presente). Estou falando tudo isso pra chegar no ponto final: confesso que ontem, quando a gente desceu do ônibus e você simplesmente me abraçou e começou a atravessar a rua comigo, sem me soltar... eu fiquei tão agoniada da vida: você não me soltava e insistia em atravessar a rua me beijando.
...
Eu sabia que não ia passar carro nenhum... mas acabei dando chilique. E não sei se você percebeu mas eu só consegui retribuir tudo aquilo nos últimos cinco passos para a outra calçada. No final. Na iminência. Mas, sempre que retribuo, é porque, enfim, me ganharam. E ontem você me ganhou. Só ontem, tá? Naqueles segundos da nossa noite. De resto, você ainda vai ter que comer muito feijão com arroz =] (sinto você ficando puto)
"Fui no seu blog ontem pra ver se você tinha postado o nosso beijo atravessando a rua. XD" - Wendel pela manhã de hoje.
Pronto, ta aí. Mas não porque você comentou. Mas sim porque eu quis.

4 de mai de 2010

o mundo em burca.


Sua curiosidade me olha querendo desvendar e desfrutar todos os meus abismos, mas, para você, sou um poço de símbolos infinitos.
Meus infinitos carregam outros infinitos por dentro e junto deles está toda a minha discrição a cerca do mundo.
O meu mundo é separado por tabus e crenças que você não entende, mas para mim são perfeitamente verossímeis dentro de um contexto.
O meu contexto, não o seu.
Se você retirar a minha burca, encontrará outros enigmas: máscaras venezianas. todas escondem, todas nao mentem, tampouco falam. apenas aderem ao silêncio.
Mas existe uma coisa em comum em todas elas: a sombra e a íris dos meus olhos. Estes sim, não irão esconder meu arrepio quando você passa; a fogueira que emana deles quando sinto seu perfume; a maldição, encrustada no meu olhar que te acompanha, e que quer lançar-se em você. O medo que ignoro com medo de perder este momento. Sinta a música que meus olhos compõem. Eles nunca mentem.

1 de mai de 2010

A bala capitalista


Esta aí. Está tudo aí.
Bala, doce capitalista, ouro pelo qual muitos se prostituem (ou melhor, prostituem as pessoas da primeira linha de combate, os de primeiro escalão só recebem passivamente, sem doer). Se uma luta constante é procurar energia limpa, renovável e sustentável, por que, POR QUE, as principais transações comerciais ainda sobrevivem disso? Por que demos importância ao Ibsen se os poços descobertos na costa brasileira ainda nem começaram a produzir (o lucro ainda é especulação)?! Eu imagino o quanto de estudo sobre impacto ambiental foi realizado na área do Golfo do México (qualquer construção que envolva patrimônio nacional, público, ambiental, bem de todos e que represente risco futuros para as gerações tem que apresentar uma giganteca lauda sobre estudo do meio). Mas foi um incidente, aconteceu de repente, quem poderia imaginar? E agora? Agora a gente ferra mais um pouquinho com o planeta. Sempre é assim. Estou cheia disso.


29 de abr de 2010

A agenda da minha madrugada.

pra que saber? (leiam e entendam)
os passos vão fortes e pisam o chão como se cantassem a trilha dedilhada no piano.
Quem passa vê um borrão laranja emanando do meu absinto, aquele que entorpece e penetra por todos os poros até ficar satisfeito com o trabalho bem feito.
Eu disse bem feito... e quando, o digo, quero dizer: é uma luta, um ritual.
Como qualquer ritual eu vou contar o passo a passo.



Por primeiro eu tiro os sapatos; sinto o chão áspero nos dedinhos dos pés: faço rodinhas com eles. Levo as mãos ao cabelo e desfaço o coque: liberto o meu eu, feminino. desço minhas mãos até a cintura e tiro o corpete: fecho os olhos e respiro bem, bem fundo e pau..sa..da..men..te. Como diz a cultura oriental: tudo é respiração. A minha blusa é transparente e minha pele é alérgica à sutiã. A parte de baixo? Ih, esqueci! Então eu começo a rodar feito uma louca, faço um furacão de mim mesma. Estilo Hilda. Com o vento, o meu perfume inegavelmente estarrecedor suga tudo pelo caminho (e libera tudo o que não combina com ele). Aparece de tudo um pouco: deuses, luzes, portas, olhos, sua boca, seu corpo (comigo, não mais seu), esmaltes, abraços, palavras, pessoas, melodias sem ritmo, bolos de maconha, ilusões... tudo é vida. tudo me vibra. E o que eu expulsei? Expulso o medo. Se a vida é isso mesmo em literatura, sempre foi, sempre será, tenho que aceitar e enfrentar o Mara ou o Buda. Não importa. Que venha o demônio: rabinho entre as pernas mas que eu não tenha medo de olhar nos olhos dele para que ele saiba que minha cabeça não é oca. Se eu tiver que desafiá-lo, que seja sem medo. Morro sem crescer, ou cresço e morro. Se Buda vier, melhor: levarei um dedo de prosa com ele.


Meu ritual não espera respostas, apenas vai andando.
Meu ritual é o amor rodeado pela superstição.
Como li ontem no texto de um amigo, Lucas, Santo Agostinho já dizia: "se não me perguntam o que é amor, eu sei. Se me perguntam, eu já não sei."

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Amanhã começo a trabalhar no shopping. No momento ouço 'Lounge', Maria Gadú. Quero começar a fazer boxe. Amanhã almoçarei com as meninas da puc (tchuguis!) - amanhã participarei de um ensaio fotográfico. Ponto. =)

27 de abr de 2010

reflita.


"Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também..."

22 de abr de 2010

Foda-se

Eu não sei como começar este texto. Para falar a verdade eu não sei sobre o que vou escrever, só sei que preciso.
Vou lhe contar uma história. Ou melhor, um sonho.
A primeira pessoa não quer falar agora. A terceira é intrusa demais, ela já está no meio de nós.
E se ela se apaixonasse? Ela andava por entre as ruas, calma e constante. E ela tinha esta pergunta em seus estímulos. O que era impossível: nada conseguia quebrar sua redoma de vidro, seu mundo ordinário. Ordinário, porém louco de fantasias e perseguido por cores. Cores vindas de seus olhos, que projetavam um mundo com paredes pintadas, coreografadas, mas nunca vazias. (Isto é um sonho, logo há um vazio bem aqui e o que acontecerá não se sabe como aconteceu) Em algum acaso da vida, em alguma profecia não revelada, entrou um estranho. Talvez possa tê-la ajudado com promiscuidades prosaicas - quem sabe. O que foi relatado é que depois do primeiro encontro, ele a segurou pelo braço apenas para impedir que a mágica não se concretizasse. E ela reparou na intensidade de seu sorriso. Tão inteiro: ele era inteiro. Tão ele: ele era ele. O que o universo inteiro não contou é que ele não projetava as mesmas cores que ela, tampouco projetava. Ele não enxergava. E embora ele não tivesse visto, ele sentiu que a energia dela havia mudado com seu toque e com a enxurrada de sua sinceridade ao sorrir.
(ponto)
Em sua bolha redomada e embrulhada para presente, ela tirou sua graça do canto dos lábios. Sua ínfima felicidade de um momento: ela jogou fora. Se renovou com preconceito e com pena. Ele, na sua inocência e vontade de estampar aquele sorriso bobo, começou a falar. Ou melhor, começou a tirar lasquinhas daquele vidro que a cercava. Ele simplesmente quebrou suas expectativas: falava de suas vivências, de seus entes interiores, de suas visões mundanas, de suas inventadas cores, de si, de ela, de todos... Pergunta: como podia ele ser tão mestre de si e como podia ele sorrir só por sorrir e como podia ele fazê-la imaginar outras coisas senão aquelas que ela tinha certeza que não passavam... daquilo.
Ledo engano. Por educação, ou por falta de circunstância, ou por pura coincidência, ela continuou o seu dia caminhando lado a lado. E no dia seguinte, ele a procurou; e no outro, ele se encantou; e posteriormente, a adorou. Pergunta: o que tinha ela para encantar tamanho gigante?
Nada sabia responder (há coisas que não se sabe porque acontecem), apenas sentia das vibrações uma vontade de mudança, uma semente germinando, um calor que o completava.
E ela só se lembra que no dia que estava suficientemente hipnotizada por ele e frágil demais para reagir, ela se inundou com mais um de seus sorrisos-abertos-e-sem-medo-com-tantos-dentes e surpreendeu-se com seus lábios desejando os dele, desejando sentir o sorriso em si. E ele, como a desejava há muito tempo, fechou seus olhos, fechou os dela, pegou-a para si e tudo o que ele fez, na luz de seu mundo e na vontade dos dois, ela sentiu igual: enxergou na mesma lente que a dele.
Ela se apaixonou por um não-mundo sem cores que a fez perceber que a única coisa que não tinha mundo era ela. Não tinha, agora a redoma era outra.
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência e a "ela" do sonho não sou eu. Era outra que nunca vi mais gorda nesta vida, acreditem.


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pintarasunhasdevermelhopintarosdedõesdopéfazerminhavirilhairaoespanhol

Viajar, enfim =)
Bom feriado a todos.
(O meu eu acordou)

20 de abr de 2010

uma pequena nota.

Roubei da sua descrição a cerca do meu eu. Roubei dígitos.
Encaixei seus dígitos nos outros milhões de dígitos. Formulei o meu ser.
Lapidei minhas feições, mas não escondi minhas carrancas.
Goste ou não sou esse homo sapiens em evolução.
Ríspida, grossa, incontrolável e vulcânica.
amável, tola, inocente, sem jeito.
Faltam algumas definições. Só que prefiro dizê-las no seu ouvido.
Sou eu, você é você. Rotule para si e sinta pena de si mesmo.


Sou o centro das atenções. Sempre fui e sempre serei.
Todos sabem disso e que modéstia, não a possuo.

nota: posso ser o centro, mas o alheio é centro também.
Eu olho no olho, porque todos estão no mesmo nível.

19 de abr de 2010

O nascer nosso de cada ano.

à voz de quem me faz falta

Infância pra mim tem o gosto da canjica da minha avó Alyete.
Antigamente eu tinha o tempo em minhas mãos e passava uma semana inteira no lugar onde meus pais casaram: Sulacap. (isso mesmo, onde a Lady Laura foi enterrada hoje)
Lá, na casa da minha avó, eu brincava com as minhas panelinhas, aprendia a fazer crochê e comia a canjica.
- Você quer que a vovó esquente com mais leite e ponha mais canela?

Hoje, o tempo me tem nas mãos e quando falo com minha avó ao telefone, conversamos assim:
- Eu fiz canjica pra você. Você não vai vir me ver? Não gosta mais dessa avó.

Não só gosto não. Amo. E sinto uma saudade imensa de todos os dias que passo com ela. Essa é a merda da aburrescência/adultescência (seja lá onde eu me encontro): nos impõem tantas decisões impulsivas e problemas a pensar que às vezes esquecemos que um dia já rimos com o filme da Disney e que, deep inside, somos verdadeiras crianças. Precisamos ir ao balanço, descer no escorrega, brincar como crianças, amar como crianças, sorrir iguais a elas. Eu penso assim porque sou assim. Sou feliz por ser idiota, como disse o Arnaldo Jabor.

Minha infância carrega o cheiro do bolo de milho da minha avó Vera. (acho que já descobri porque sou doçólatra)
Não sei descrever o que o fazia ser O bolo de milho. Só sei que eu me divertia por comer o bolo de milho que minha avó fazia quando ainda nem pensava em andar com a ajuda de apoios. Quem merece um bolo de milho é ela. Um não, vários.

Minha infância tem cheiro de: cavalo, porque todo domingo eu ia à pracinha com o meu avô; cheiro do Passat 94 do meu pai, onde eu aprendi a gostar de rock, da voz da Cássia Eller e Paralamas. O engraçado é que só descobri ano retrasado que as músicas que ouvia por causa do meu pai, favoritas até hoje, são do Tears for Fears, Duran Duran, The Police, Eagles. Ele escutava U2, mas meu caso de amor pelo U2 já vem desde antes do ano de 2008.
Voltando: cheiro das roupas da minha mãe que eu colocava e saía pela casa me sentindo a mulher mais linda do mundo; cheiro e cor de Barra Shopping: eu adorava ir à piscina de bolinhas com a minha mãe.

Minha infância tem cheiro do meu bolo de aniversário que está neste momento na geladeira. Exatamente à 1:58 da manhã, há 19 anos atrás, eu nasci e daqui a pouco completarei 19 anos de pura criancice e sorrisos na cara. Não só sorrisos, mas o que importa é o significado. A propósito, minhas avós estarão aqui amanhã =]

ser prolixa é um problema.

Hoje eu quero me agregar ao sofá e ser alienada pela sessão da tarde.
Daqui a 45 minutos eu terei que sair pela porta da cozinha e chegar às 14 na Fiocruz.



Hoje eu quero sentar numa livraria e pegar seja lá qual for o livro e me perder nas páginas e no tempo.
Provavelmente, durante a minha viagem de uma hora pelo Rio de Janeiro, eu lerei meu livro do Buda, escrito por Deepak Chopra. Não necessariamente conseguirei ler: fico enjoada quando o faço em movimento.



Hoje eu queria que tudo fosse água: passasse por osmose.
Estudarei quatro lições inteiras de espanhol, assim que eu colocar meus pés em casa. Quem mandou se matricular tarde no curso? (Quem mandou não estudar durante o final de semana?)



Hoje eu queria tomar três bolas de sorvete: uma de torta de limão, a outra de chocolate com avelã e a terceira de iogurte com queijo.
Na minha bolsa vocês encontrarão pacotes de biscoito integral, com 0% gordura Que mais? Barras de cereais. No máximo uma caixa de chocolate Talento (a-do-ro), antioxidante e 60% cacau, com amêndoas. Colesterol alto é uma merda: acreditem.



Hoje eu queria pegar um filme na locadora para TENTAR assistir à noite.
Lá por esse horário estarei no clube, correndo igual uma louca, dando não sei quantas voltas na pista. Motivo: ontem fui ao cinema e dividi um balde inteiro de pipoca. Sem falar nos diversos pedaços de bolo ao longo do dia. Se meu médico sabe disso vocês terão um enterro em poucas semanas.



Hoje eu queria e ainda posso, mas posso de um jeito diferente. Teimosia é um dom que nos permite encaixar tempo em um lugar pequeno demais, apertado demais e mesmo assim não sinto claustrofobia. Simples: ao invés de terminar meu dia lá pela meia noite, por que não terminá-lo às três? São 12:42 e ainda não tomei banho. A diversão vai começar agora.

14 de abr de 2010

Miscelânea...

... um amigo me disse esta palavra uma vez. Sem propósito. Tal qual o que escrevo hoje. Sem propósito, mas não sem motivo.

"Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a
realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Machado de Assis - Bons amigos

Um brinde a eles.



12 de abr de 2010

Cidade maravilhosa da semana passada

"A corda sempre arrebenta para o lado dos mais fracos."
Fracos?
Fracos por não terem condições de morarem em lugares com condições de vida mais dignas?
Fracos por acordarem mais cedo que muitos, lutando contra um mundo que exclui de maneira drástica os que não se encaixam na nata da sociedade?
"Deus ajuda quem cedo madruga." - Não é o que diz o ditado?
Fracas são as mães que deixam seus filhos para cuidarem dos filhos de outras mães? No primeiro andar de um prédio da Vieira Souto. Fazem isso por fraqueza porque, de outra maneira, seus filhos não terão o que comer.
Fracos são aqueles que choram por verem suas casas vindo abaixo?
Fraca é a mídia? Que expõe durante uma semana inteira a fragilidade de muitos. (Quanta frieza ao retratar casos e mais casos). São apenas casos. E como amanhã a notícia será outra, vamos aproveitar a notícia-pão-nosso-de-cada-dia.
Acho que todos já viram o anúncio que divulgaram na televisão, alertando a população sobre o perigo de chuvas torrenciais. "Não mexa em fiação. Não nade. Não saia de casa. etc... SE SUA CASA FOI MARCADA E ESTÁ EM RISCO, SAIA IMEDIATAMENTE. É PREFERÍVEL ESTAR DESABRIGADO, DO QUE ESTAR SOTERRADO" (não exatamente estas palavras).
Grande anúncio. Então não seria preferível, e mais correto, as autoridades públicas avaliarem e impedirem a construção de casas em terrenos irregulares, a fim de evitar o que aconteceu em diversos morros da região metropolitana? É muito mais fácil abandonar sua casa, com os poucos pertences difíceis de uma vida muito "fácil", e vê-la desmoronando. Adendo: ficar sem casa é mais fácil ainda. Morrer soterrado ou perder a família também é outra saída, não se esqueçam!
Sabem o que ouvi? "É um controle natural do crescimento de toda essa gente!"
Para terminar eu gostaria de dizer que sinto vergonha. Não vivenciei um pingo do que muita gente enfrentou semana passada.
E a entrevista que mais me emocionou não foi a da menina Laura, do Jornal Nacional, ou seja lá qual for o nome dela. Foi a de uma moça que não chorou, não ganhou destaque, recebeu dez segundos de jornal. Seu olhar era desesperado em silêncio. Não olhou pra câmera. Não morreu, mas a voz não era a de uma pessoa viva.
- Eu não consegui salvar minha irmã. Nem meu sobrinho. A casa dela simplesmente caiu e eu não pude fazer nada. Sinto vergonha de mim mesma.

10 de abr de 2010

Quem dera fosse só assim.

É muito bom abrir as gavetas e reviver memórias. Muito. bom.

Este texto eu escrevi no Línguas Presas
O tema era O melhor dia da sua vida.

Ahhhhh, o melhor dia.
Ou poderia dizer, os melhores dias!
Não consigo imaginar um único dia que possa ser considerado o melhor em essência. Sendo sincera, até consigo. Mas a fluidez dos meus dias implora pelos momentos mais ávidos de vontade! Como por exemplo, o que seria de mim sem ter acordado às seis horas da manhã, durante uma viagem, com as melhores amigas que eu não pedi, simplesmenta ganhei de presente. Para fazer o que mesmo? Fazer uma visita à SUPER HIPER MEGA cachoeira do hotel. Não estava frio, estava congelante! Tínhamos chinelinhos nos pés, micro biquinis (TODAS se querendo pros meninos ao lado) e um sorriso no rosto. Que ideia ridícula e estúpida! Mas nenhum som era mais alto do que o das nossas risadas. E nada foi mais engraçado do que descobrir que a "cachoeira" era uma poça. Vale falar da lama?
Qual sentido eu daria à vida se não tivesse virado a noite dançando igual à Beyoncé. Cidade pequena. Amigas felizes. Embriagadíssimas de vinho. Trocando os pés, literalmente. Se estivéssemos no Rio, teríamos sido corajosas o suficiente para andar a cidade inteira fantasiadas do jeito que estávamos? (Créditos ao vinho, por favor.) Inúmeros 'fiu-fius' lançados, batom vermelho, unhas devidamente sensuais, caras e bocas. "Vocês estão bêbadas?" Nãaaaaaaaao, imagiiina. Estamos apenas sendo felizes. E fomos. Porque terminar a noite, depois de ter roubado todos os rebolados da Shakira, dentro da caixa de papelão, no MEIO da pista de dança. Chegamos em casa pro café da manhã? NÃO TEM PREÇO!
O que eu poderia contar para os meus filhos se eu não tivesse pleitado meus pais? Sumido durante um dia inteiro dentro de um acampamento só para poder brincar de pique-esconde por mais tempo? Eu era a dona do mundo, senhorinha do meu nariz e muito gente grande! Brincadeiras eram a minha lição de casa. Eu ia casar com o Robin e ser a nova mulher gata! Felizmente, ou infelizmente, eu não tinha a sagacidade dos adultos e não me preocupava se minha mãe estava carregando uma barriga de oito meses. Pirralha da boa, levada da breca, moleca de primeira.
Meus netos não existiriam se eu não soubesse o que era amor. Dentro da sala do cinema, um olhar lânguido e surpreso. Palavras soltas ao pé do ouvido: "Eu te amo". Para mim! As palavras foram minhas, e são minhas, por dois segundos. Só meu, puro egoísmo. O amor do primeiro. Você foi o primeiro, doces lembranças quando digo isso. E não só o amor dele. Amor quando ao sair de casa, minha mãe abre um berreiro de preocupação. Amor quando meu pai, virado do plantão do trabalho, ignora o sono e se senta para conversar comigo no café da manhã. O maior homem que eu conheço. Igual a ele, jamais. Amor quando meu irmão liga de uma viagem, eu atendo e falo que estou com saudade e ele diz, cheio de pré-adolescência: "Fala sério, Renata!". Amor quando vejo o rostinho de muitos e meu maior objetivo é arrancar um sorriso.
O melhor dia era aquele que comemoramos o término do vestibular. Dormimos pela sala! Largadas no chão! Doce na panela, filme no DVD, celulites devidamente engordadas. O melhor dia foi quando chegamos de madrugada e descobrimos que você esqueceu a chave de casa. Pulamos o muro, lembra? Quase estatelei a cara no chão. O melhor dia foi quando eu dei minha chapinha de cabelo! Assumi quem eu verdadeiramente quero ser e mandei um foda-se para estereótipos. O melhor dia foi cantar junto com o Chris Martin e jurar para a minha amiga que a gente VAI no Woodstock brasileiro e iremos cantar junto com o Linkin Park. O melhor dia foram todos os dias de Pedro Segundo.
O melhor dia é aquele que a gente faz. Ou aquele que acontece.

30 de mar de 2010

Capacidade

O ser humano perdeu a capacidade de avaliar com outros sentidos.
Por que um cego, quando enxerga pela primeira vez, consegue encontrar beleza no que vê?
Fica estonteado. Acha razão para a vida em uma nuvem ou uma formiguinha.
(Formiga?)
Vejo coisas que banalizaram meu cotidiano. Ou melhor, que meu cotidiano banalizou.
Perdi a capacidade de prestar atenção ao tato. Ao olfato. À audição.
Muito mais poderosos, se deixados fluir no singular, e capazes de remeter a uma sensação por muito mais tempo.
As cenas de um dia na minha cabeça passam como flash.
São como fotos. Rápidas. Seleciono aquelas que ficaram por sorte.
Mas consigo lembrar de uma conversa inteira.
Sinto o cheiro do lugar no momento. Lembro que afastei minha mão do sol: incomodava. Fiquei vermelha: sorri. A parte imagética modifica-se e me olho pegando na parte áspera da conversa. Esqueço.
Lembro do meu cabelo fedendo a ovo e a café. Senti meus pés no asfalto da Urca, de Copacabana e praticamente da Zona Sul inteira. (mais quente, mais frio). Toquei minha pele: não podia ser eu.
Guardo.
Lembro das fotos daquele momento. Tento imaginar as sensações de cada uma. Tudo o que me resta são: sons e música.
Guardo.
A riqueza está nos detalhes, lembrem-se disso.

27 de mar de 2010

tão válido.


Existem delícias a serem guardadas.Carinhos a dar.Palavrões a proferir.Gratidões a sorrir.
Incertezas certas.Certezas dúbias.Medo do estranho.Estranho da ausência do pretérito.
Conselhos de sorte;Expressões de "confio";Telefonemas agudos;vozes graves
abraços molhadosbeijos partidosolhares lançadostudo ao alto!
olho pra cimavejo relâmpagospenso comigo:
Vida
ida
Vida
vem!

25 de mar de 2010

Cartas de amor

Maria Bethânia


Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras,
Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Quem me dera no
tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. Afinal, só as
criaturas que nunca escreveram Cartas de amor, É que são Ridículas.

21 de mar de 2010

Um verão acanhado

Por incrível que pareca só soube (e percebi) que a minha querida estação tinha ido embora pelos jornais. Talvez por ter sido um pouco atípico (chuva, chuva, chuva, chuva, sol, chuva, sol, sol, sol e assim vai). Talvez por ter embalado num ritmo de altos e baixos e me acostumei não com o tempo, mas com o dia a dia.

Balanços gerais
Comemorações por classificações em faculdades - 6 e talvez chegue a 7 (parabéns a meus queridos amigos e parabéns a mim mesma)
Noites memorabilíssimas - pelo menos umas 22 (sim, eu contei)
Cachorros adquiridos - UM - sim, agora eu tenho um cachorro que chegou para ficar, exatamente hoje, dia 21, de nome Diesel. ele é uma graça. é a cara do Stitch.
Arrependimentos - fiz merda, mas me arrependeria de não ter feito. Logo, zero.
Quebrando a promessa de não comprar roupa - uma única vez. Mas sinto que a promessa será invalidada.
Promessas feitas - uma (necessariamente para ser cumprida em setembro)
Cantadas sensacionalistas que dispensam comentário - cinco
Beijo esperado há pelo menos 2 anos e meio - um =))
Choros com causa - fica até 5
Choros sem causa - perdi a conta



E áh! Faltam 30 dias para o meu décimo nono outono :)

3 de mar de 2010

Coisas que me fazem acreditar na vida







A primeira e terceira fotos foram tiradas por mim. A do meio pela minha amiga que estava ao lado. Não somente tiramos: vimos. Não somente vimos: sentimos. São pouquíssimas fotos que divulgarei do dia perfeito e memorabilíssimo que foi domingo (28/02/2010). O show que marcou a minha vida de uma maneira linda, emocionante e encantadora :)
Muitos podem não entender por não gostar de Coldplay, outros entendem e outros nem irão ler. Mas para tudo existe um motivo e o meu motivo não é paixão platônica pelos integrantes (longe de mim até porque a minha realidade é diferente de qualquer um deles). Pelo contrário: é a banda que faz músicas que mais tocam a minha realidade. Que mais dizem respeito sobre mim. Músicas estas que me fizeram chorar de tal forma durante a noite de domingo que simplesmente fiquei sem palavras: as lágrimas escorriam de alegria e por si só já tinham um significado forte, único e que dispensava qualquer murmúrio.
Foi o meu primeiro show internacional e creio que nenhum outro show conseguiria obter a minha vontade, a minha felicidade e o mesmo carinho.
Simples assim: acredito nas letras das músicas porque fazem parte de um sonho meu antigo que se realizou em parte neste domingo. Eles ganham dinheiro em cima da música e sinceramente até vou elogiar o trabalho da banda, da produção e de tudo mais... só que está além disso. Está numa pequena palavrinha que todas as borboletinhas acima significam pra mim: esperança.
As fotos? Transformarei em vida real.

22 de fev de 2010

Olhos felinos.

Ano do tigre. Muito perigoso.
Olhar tudo como se fosse uma presa. Ganhar tudo como se fosse a última vez. Encarar com cautela e conquistar à força (mas com habilidade). Lutas e batalhas? Que venha logo uma guerra. Cair ao chão com fúria e pretensa graciosidade. Levantar-se olhando para o motivo da queda. Espreitar e observar (por longos e silenciosos minutos). Ser o centro das atenções naturalmente por tamanha beleza. Confiança em demasia? Não, chama-se potencial. Metas (muitas delas).
Deitar e rolar no chão de barriga pra cima. Ô, preguiça. Faz um carinho? Posso brincar de pique com você? Tenho disposição para nadar todas as águas do oceano.
Não tente me derrubar! Eu viro uma fera e aindo digo no seu ouvido (bem baixinho): eu tenho sete vidas. Não brinque com aqueles que tento proteger! Eu te como vivo. Palavra que me define: garra.
Todas as mulheres tem um quê de felina por natureza. Cuidado com os meus olhos.

11 de fev de 2010

Nonsense



Uma menina sonhou com o destino. Sonhou que em sua cabeça ela via as cenas acontecendo no plano das expectativas: todas perfeitas, memoráveis e belas (não necessariamente bonitas). Mas quando comparava o seu sol com o sol real, o das cenas verdadeiras, percebia que a imagem nunca era a mesma. Se imaginasse um momento, por exemplo um beijo muito esperado, e se tirasse uma foto do mesmo momento acontecendo para valer, veria que o jogo dos sete erros é fichinha comparado à quantidade de coisas que não estariam no lugar, ao jeito como o beijo foi realmente dado e como ela fantasiou.

"Querer não é poder"

Essa seria a frase que pertubaria o resto do seu sonho perfeito.

Depois do beijo supostamente cinematográfico e defeituoso, o Michael Jackson apareceu vestido apenas de cueca, trajando o corpo do Gerard Butler, o charme inenarrável do Johnny Depp e o sorriso do Charles Chaplin. Eles dançaram (e muito) e a menina fez panquecas (whatthehell?!).
Alguns minutos mais tarde, uma mulher abriu os olhos. Desvencilhou-se de um sonho bobo e sem importância. Correu para o banho já pensando na roupa que ia vestir quando saísse: senão ia se atrasar para o trabalho. Teve um dia entediante, cinza e sem vida.
Antes de voltar para casa, pensou: "Vou à padaria comprar um bolo com bastante glacê, recheado com nozes e maçã picada...".
Por mais prozaico que possa parecer, na padaria ela encontrou um homem que não tinha o balanço, os músculos e o olhar do homem que a tirou para dançar... mas ela cismou com aquele sorriso. Já o tinha visto em algum lugar? Aberto, sincero, contagiante e vivo. Bem vivo.




26 de jan de 2010

Subindo, subindo, subindo...

Meus posts andam muito reflexivos, no maior estilo vou falar apenas da minha pessoa. Pequeno detalhe (porém importantíssimo): não criei este blog com esta intenção somente. Logo, vou mudar um pouco as coisas! =D
Beeeeeem, para começar quero falar de um filme que eu vi recentemente no cinema (Up in the air - Amor sem escalas). Eu não dava nada pelo filme (o nome em inglês não emociona e o em português então nem se fala! - sou do tipo que critica filmes pelo título), mas vi uma notinha beeeem de rodapé do jornal que o filme ganhou o Globo de Ouro pelo roteiro. So, why not give it a try?
Pensei: vou postar o trailer para dar um gostinho na boca, mas a meu ver o trailer não consegue passar o "feeling", entendem? Mas é melhor que nada XD Acreditem em mim: o roteiro é sen-sa-cio-nal. E o filme é uma graça! Apesar do nome, ele decepciona (e muito) os romanticos&fofonildos de plantão (tipo eu, LOL X))
Digam Oi! para o trailer Aqui!
Eu vou correr um pouquinho porque estou no computador da faculdade e o tempo tá acabando. Enfim, mais tarde volto para falar mais uma coisinha.
Beijoscomqueijo!

18 de jan de 2010

Cuidado com as estrelas

Para ler ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=RLt43ExKqso


Lapidadas por Zeus
Brilhantes e sonhadoras
vistas com olhos que carregam um quê de doçura
de romance, de palavras silenciosas.

Sorrisos lançam ao acaso,
elogios fazem aos amantes
(aqueles que vislumbram
e sentem o feitiço de Afrodite)

Deusa do amor: afrodisíaca.
Não negues o encanto que pôs sobre a noite
sobre a lua
sobre esse estranho olhar que me atinge...

Os olhos. Um momento de silêncio.
São de uma seriedade assustadora.
Aquecem e derretem a mais rude das criaturas.
Enlouquecem e conquistam.

Tarde demais,
as estrelas já derramaram o seu veneno.
O mais sutil, contido no menor dos fracos.
O mais letal: cruel, porque mata com um sorriso.

Suspiros;
Notas melodiosas;
Palavras certas:
calcanhar de Aquiles.

11 de jan de 2010

Uma mensagem escrita na testa.

Cansei dos nãos. Cansei da vida me ensinando as coisas.
Eu queria ser a bonequinha de luxo dourada que fica numa prateleira olhando as pessoas. Encarando-as. Aliás... eu queria ser uma bonequinha de porcelana: quebrável, made in china, lábios à la gueixa. Bonequinhas não aceitam nãos. Elas não vivem de negativas.
Mas depois, pensando melhor, porque ser uma boneca vazia e de vida ausente quando se pode ser a pessoa que compra a boneca?
Mas porque estou falando de bonecas?
Ah, lembrei.
Sabe porque eu cansei da palavra não? Ela inibe a vida. Já passei da fase de ouvir essa palavra que impõe limites. O limite é até onde eu sei que posso chegar. Já aprendi o suficiente para saber que não posso fazer birra quando impedem. Devo respeitar (talvez entender). Eu faço assim: faço o que sinto que tenho que fazer. De resto, a gente vê no que dá. Aceita e vive feliz para sempre.
Fácil falar, né? Que tal dizer o SEU próprio não? Garanto: Exige muito. Não possuo rugas, logo não tenho a experiência de quem as tem. Mas é tão simples que não custa - quase - nada. Às vezes, de um dia para o outro a gente aprende. Aprende que por mais que você queira e sonhe em ouvir certas palavras, elas nunca vão ser ditas do jeito que você sempre pensou ou, então, elas nunca passarão de mera fantasia. Aprende que o valor que você dá a uma pessoa nunca é demais, pois sentimentos bonitos e sinceros não foram feitos para dar medo. Pelo contrário: eles merecem ser encarados e enfrentados de frente. Só se passa para o próximo nível assim. Aprende que por mais que você mostre, sinta e brigue pelo amor, ele aparece quando bem entende e na hora mais inesperada. E quando aparece a gente tem que saber compreendê-lo (quando não amamos), nos valorizar (quando amamos demais) e sorrir (quando é recíproco).
Eu faço demais, faço até aquilo que os outros odiariam e brigariam comigo por estar fazendo. "Você é burra. Menina tola. Não vê que está fazendo tudo errado e que quanto mais corre atrás, mais as coisas fogem?" Resposta: Se você consegue viver com as coisas entaladas, parabéns, eu não consigo. Não sou barata. Prefiro me fuder com a verdade nua e crua (seja ela muito boa ou extremamente triste), do que morrer pensando como poderia ter sido. É nessas horas que o Não vem. Natural e maduramente. E mesmo que você queira pegar em uma caneta definitiva e redesenhar a vida a seu modo, você sabe que a hora de negar o caminho tão desejado e escolher aquele outro mais tortuoso e cheio de pequenos espinhos, chegou.
Daqui a cinco passos você descobre que seu coração continua batendo. Você pode ter os espinhos, mas a presença deles indicam rosas. Você escolheu as curvas tortuosas, mas em cada uma existe um novo dia.

3 de jan de 2010

Muitos minutos de silêncio.

Há tempos que entro nesse blog com o intuito de escrever... e não consigo.
Nada parecia se encaixar, nada parecia o certo a dizer. Falta de palavras, falta de essência, soava meio bobo: desisti.
Só que hoje de manhã eu estava lendo O Estadão e deparei com mais uma das notícias sobre o caos que se instalou em Angra. E o que me chamou mais atenção foi a morte de um casal que morreu abraçado. Eu não estava dando a devida atenção ao que aconteceu na região, até eu apontar o olho para aquela chamada. Talvez por já estar anestesiada com acontecimentos tristes: eu ando nas ruas e vejo aos montes e, infelizmente, me acostumei. E a parte incrível disso tudo é que eu tenho conhecidos lá que representaram uma parte da minha vida muito intensa.
Por questão de tempo o meu post vai ser curto, porém sincero.
Eu desejo o mais forte e solidário dos sentimentos para todos que estão vivenciando esse momento bastante complicado e triste. Para aqueles que conhecem pessoas que moram lá, estavam lá, ou etc., idem. Palavras não são o bastante, reconheço. Mas prefiro dizê-las, do que omiti-las. É o mínimo que posso fazer.
A todos um ano novo excepcional.