13 de out de 2009

Ser ou não ser. Eis a questão.

Cheguei à universidade e a primeira coisa que eu ouvi do meu professor de jornalismo é que no Rio existe uma concentração da mídia. Ou seja, dificilmente você encontra uma realidade sobre os fatos segundo o outro lado da moeda. Eu sempre ouvi dizer que um jornalista está a serviço da sociedade, e não a serviço de uma empresa. Mas, nenhuma surpresa, não é isso o que acontece.
Por isso, a quantidade de vezes que já ouvi: "Você deve ser uma jornalista honesta" ou "Se você está pensando que vai conseguir escrever o que quer, está enganada". Sim, eu sei disso tudo. É como se existisse um livro contendo intruções e passos: "Os cem passos para se chegar ao jornalismo!".
Só que até mesmo essas intruções se contradizem:
1. Você deve buscar a verdade e informá-la ao público, não importa o quanto custe (nem o quão verdadeira ela será)
2. Leia todos os jornais todos os dias
3. Saiba escrever muito bem, ter uma sinapse boa, sem falar da capacidade crítica.
4. Precisa dizer que é necessário saber sobre tudo um pouco?
...
Com o que eu ouço dá pra montar um livro. Mas eu discordo. Jornalismo não é um ritual. Você até pode seguir o Passo 1 e o Passo 2 e chegar lá. Mas quem está fazendo a faculdade porque gosta, independente da obrigatoriedade do diploma, sabe que existe uma essência. Quase uma arte.

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