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14 de mai. de 2011

Entrando no clima...

... de muitas coisas!!!

  1. Em primeiríssimo lugar porque o post anterior da Mari me lembrou que estou para postar essa delícia aqui faz um tem-pão quase dois meses.
  2. Nesse clima de inverninho, nada melhor que uma comida beeem quentinha!
  3. É MUCHO BOM e facinho de fazer =)
Pois então, admirem:


fala aí: hummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm XDDD

Fazer risoto foi ideia da mamãe (que estava morta de vontade de comer um), mas FAZER mesmo foi comigo hehehe. Então gente, para quem almoça só mais tarde, ainda dá tempo de correr com as panelas. Fácil assim:

  • Faz o arroz normal, como você está acostumada a comer/fazer. Deixe ele lá quentinho, tampadinho e esperando.
  • Enquanto o arroz está na água, coloque três ovos (ou quantos preferir, dependendo da quantidade de pessoas) pra cozinhar. 
  • Corte: uma cenoura bem gordinha e grandinha em pedacinhos. 250 gramas de presunto em cubinhos. 6 ameixas em pedacinhos. 
  • Em uma outra panela jorgue uma cebola cortadinha com um dente de alho grandão. Aqui em casa a gente usa óleo de canola e faz tudo com fogo bem baixinho. Reserve o azeite para ser o último ingrediente. Pois então, doure eles bem de leve (coloco sempre uma colher de óleo).
  • Nessa panela, peguei um pouco mais de meio copo de requeijão com molho de tomate natural e joguei a cenoura, presunto e ameixa. Deixei eles fervendo, pegando gosto, até a cenoura ficar no ponto.
  • Quando a cenoura já estava cozida, desliguei. Pegue uma tigela, a minha foi essa aí da foto, e coloque a primeira camada de arroz, depois uma camada do "agregado" XD, mais uma de arroz e termine com o agregado por cima. Salpica queijo ralado à gosto e leva pra gratinar no fogão por uns 10 minutos. (ou quanto preferir)
  • Enquanto isso, descasca o ovo já cozido e corta ele em rodelas... Aí depois é só cantar a musiquinha da vitória, colocar as rodelinhas por cima e PÕE PRA DENTRO! ahuahuahuhahauaahhahahahahha
Tempo: 40 minutos
Ah! Agora sim: Regue com MUIIIIITO azeite e brinde ;D

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Gente, a partir de agora, todo final de semana eu vou programar alguns posts para a semana. É o único tempo que tenho para colocar o blog em dia. Ouraiti?! =)



27 de nov. de 2010

A menina do quarto verde, Rua ladrilhada de brilhantes

Adoro ter insights. O chão é de madeira. Rústico e marrom, bem campo, do jeito que eu gosto. Na última vez que apareci por lá me pareceu menor que o meu atual (talvez fosse pelo fato dos fios não estarem conectados à nenhuma lâmpada e da primeira vez tinha o sol como visita). Não importa. Já sei os mínimos detalhes. Na parede esquerda vai ficar a cama, com uma colcha repleta de retalhos e almofadas muito brancas e muito coloridas (não necessariamente nessa ordem) ou então as almofadas serão coloridas de retalhos e a colcha... bem, a colcha eu penso (ou compro) depois. Tem que ter aquele móvel de madeirinha, bem estilo Pride&Prejudice. Um móvel com três gavetas e uma cadeira como enfeite. Em cima vai ficar o meu vasinho de uma única rosa, junto à minha Nossa Senhora, que será renovado à cada ciclo. O meu netbook baby, a minha canetinha, o meu espelho de duas caras, as minhas caixas de maquiagem e as pérolas de ontem que eu sempre uso hoje. Um pouco atrás dele, na parede da direita, vai ficar o meu closet armário branco-big-size-que-eu-não-sei-como-vou-fazer-pra-enchê-lo e fazê-lo ficar gordinho... Mas enfim, meu futuro armário, a.k.a as Big A., tem várias prateleiras, muitos cabides, muitas gavetinhas de metais e ele vai compor lindamente com a minha parede branca suja de verde. Porque, a propósito, ele não é inteiramente branco: ele é branco sujo de branco, ou aquele off-white das pessoas metidas à muito shopping e muita roupa. E AH! Na entrada para o meu banheiro, minha suihhhtiii, eu vou colocar uns ganchinhos e vou penduras minhas borboletas do show do Coldplay. Ou então, vou fazer decupagem delas na parede, estilo "grudemaíefiquemquietinhaSUAsLINDAs!"

Ai, gente... =)
estou inlove com meu futuro quarto. Ele não perde por esperar.
(Tampouco a dona)

Muáh. Muáh.

18 de ago. de 2010

"The mademoiselles are muito bella to see"

17:00 18/09/10
Renata sai do banheiro do shopping tijuca, sedenta por água (louca para ver mais vitrines) e se dirige ao segundo andar.
Decide ir de elevador, ignorando a fala do passageiro de dentro: "Está subindo!"
Nunca irei me arrepender de ter subido para depois descer; pois eis que me entra um idoso, cadeirante, guiado por um jovem rapaz, todo vestido de branco, óculos Ray Ban preto (junto ou separado?) à la Edward Cullen e fala gozada. Mas muito, muiiito, figura. FigurAça, com A maiúsculo.
Creio que em toda a sua vida ele foi prolixo, porque ele simplesmente travou conversa com todos do elevador em menos de sete andares!

Conversa na íntegra:
Senhor Edward Cullen: ... porque english is very good! Muito importante nestes dias de hoje! (Sotaque fooorte de nordestino)
Senhor passageiro Nº 1 ao EC: Do you speak english?
EC: Yes, yes! I speak! And d-do you? Do you have been a United States?
Nº 1: No... I don't speak english.
EC: Ahhh... que pena!
(Renata passageira-observadora começa a rir. Renata é notada pelo senhorzinho EC)
EC: E esta mocinha? AHHHH! Você sabe muito bem! Você have been t-t-to United States?
Renata passageira-personagem: No, I haven't. And you? Have you been to USA?
EC: I have! I have been t-t-t-t-t-t-to there and to Paris too! I've studied there!
Renata passageira-abismada-entusiasmada: Très Chic!
EC: Porque the mademoiselles there are muito bella to see! São bonitas mesmo!
R: Yes indeed! Muito bonitas e as mais elegantes, como costumam dizer.
EC: Mas você sabe, eu já vivi muita coisa! Eu tenho 93 anos!
R: Graças a Deus! E o senhor está ótimo, cheio de vida. Vou descer aqui, tchau pro senhor!
EC: Tchau, minha filha! Fique com Deus, muita luz.
R: Pro senhor também.


E eu ainda reclamo da vida. Vergonha nesta cara, Renata Maria!
Vida que segue rumo aos meus humildes 19 anos e 5 meses. XD
êta nós!

8 de ago. de 2010

Só sei que sei algumas coisas.

Estranho é querer escrever sobre tudo ao mesmo tempo e não saber por onde começar. Reconheço em mim uma artista em decadência, longe de atingir seu grande desejo, ansiosa demais procurando por qualquer verdade.
Não sou nenhuma artista, meu rosto nunca assumiu uma máscara de falsidade, minha certeza profissional não consta mais em meus diálogos, não quero agradar a ninguém e cansei de sorrir para tudo e todos.

Assumo um pouco de meu enclausuramento criativo. Sinto falta do meu eu interior. Ganhei uma máquina ano 88 (ou 86, se meu lapso de memória não me engana) que roda a filme: uma Prantex K1000. Gene familiar fotográfico? Veremos. Ganhei muitos livros, prometi terminá-los até o dia 16 deste mês e agora estou calma: aceitei o tempo em seu devido tempo.

Ah! Fui a um gastro, devido aos meus recentes problemas estomacais (que ainda não foram devidamente diagnosticados) e sabe que eu gostei do médico? Não por ele ser sábio e médico, mas por ele ter sido sábio e humano. Disse a mim que a coisa mais triste era o atual sistema impondo aos nossos jovens uma maturidade precoce, uma escolha de futuro profissional mais precoce ainda e um vestibular que só faz aumentar tantas incertezas e esmagar tantos futuros. Pois é... nunca fui a favor de tamanha pressão e só descobri isso um ano mais tarde, quando passei no vestibular somente com a minha ajuda e sem a paranoia de pessoas que querem ganhar em cima de você. Agradeço a eles, mas fiquei melhor sem eles.

Bem, eu disse em meu último post que este seria um tempo de agregar, ao invés de construir. Pois então, aqui estou. Maravilhada por ter descoberto o que eu não quero ser e o que eu não serei. Uma obra de arte demora um certo tempo para ser construída e é por isso que digo que a minha está longe de ficar pronta: me encontro no processo de aprendizagem.

Felizes são as tartarugas.
Tenham todos um excelente domingo =)
(Feliz dia dos pais, porque ao meu eu devo quase tudo)

28 de mai. de 2010

Não existe poeta em mim.

Os caminhos não pedem resposta.
Não pedem sucesso. Não me pedem... nada.
Eles seguem suas próprias vias.

Que me importa se são vias silenciosas
revolucionárias, vermelhas ou nuas.
Se sei que todas irão se encontrar num mesmo fim.

Não, não é o fim morte.
é o fim de um ciclo.
Acaba para ter seu novo início; inicia para um dia renascer.

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Não adianta... Eu não sei poetizar! Não sei escrever, desconheço minha gramática, sou insegura no português, arrisco meus tempos verbais. A fluência das letras digitadas são cuspidas de maneira errônea. Nunca gostei da minha versão em versos: a prefiro em prosa. Não gosto de intercalações e combinações no final da frase: sempre gostei das poesias que descombinam e não tem nexo. Transformo tudo em texto; vejo tudo em histórias, músicas, filmes, palavras e cores. E minhas cores não são metrificadas! Pelo contrário: são simples e não atendem a um padrão. Reinventam-se e transformam-se. Não sei se é a minha mania de ver tudo jornalisticamente e amar um texto corrido. A verdade é: a minha poesia é um bloco de pensamento que adquire a forma que eu quiser, a hora que eu quero. O lirismo do meu ser poético está nas imagens que chocam, na composição de sons, no sentido da mensagem, na sinceridade das minhas palavras. e isso é tudo o que eu quero... Isso se chama felicidade.
Fui clara?

5 de mai. de 2010

Segredos de liquidificador

"Eu vou postar isso no blog." - Renata às 23:30 de ontem, terça
A verdade é que depois de ter ficado 8 horas em pé, trabalhando dentro uma loja, vendo a mesma vitrine da frente todos os dias, vendo as mesmas pessoas com os mesmos olhares, a mesma desconfiança, os mesmos conselhos de pessoas que os falam sem nem ao menos conhecerem o meu jeito (Áh, SE conhecessem...) e lidando com clientes que sempre são tratados como os donos da razão... afinal no final do mês eles pagarão o meu salário. A verdade é que isso acaba contagiando com estresse, mas não estou ali por necessidade, estou ali simplesmente porque quero. Então paciência, bom humor e bom senso são sempre bem vindos...
(parte do desabafo mode off)
Agora sim: a verdade é que depois de tudo isso é muito bom sair da loja e te encontrar me esperando do lado de fora. Lembro de você me perguntando se tinha gostado... pois então, gostei. Tudo é muito recente e confesso que estou aprendendo a lidar com isso (nosso) ainda, mas você pode ter certeza que se meus sentimentos por você cresceram (e de certa forma mudaram), o crédito é todo seu. E se tem uma coisinha que me conquista sempre são as diferenças. Diferença de tudo mesmo: tenho uma queda pela riqueza de detalhes. E você tem um dom pra isso (minha mãe já reclamou infinitas vezes, vide o seu presente). Estou falando tudo isso pra chegar no ponto final: confesso que ontem, quando a gente desceu do ônibus e você simplesmente me abraçou e começou a atravessar a rua comigo, sem me soltar... eu fiquei tão agoniada da vida: você não me soltava e insistia em atravessar a rua me beijando.
...
Eu sabia que não ia passar carro nenhum... mas acabei dando chilique. E não sei se você percebeu mas eu só consegui retribuir tudo aquilo nos últimos cinco passos para a outra calçada. No final. Na iminência. Mas, sempre que retribuo, é porque, enfim, me ganharam. E ontem você me ganhou. Só ontem, tá? Naqueles segundos da nossa noite. De resto, você ainda vai ter que comer muito feijão com arroz =] (sinto você ficando puto)
"Fui no seu blog ontem pra ver se você tinha postado o nosso beijo atravessando a rua. XD" - Wendel pela manhã de hoje.
Pronto, ta aí. Mas não porque você comentou. Mas sim porque eu quis.

4 de mai. de 2010

o mundo em burca.


Sua curiosidade me olha querendo desvendar e desfrutar todos os meus abismos, mas, para você, sou um poço de símbolos infinitos.
Meus infinitos carregam outros infinitos por dentro e junto deles está toda a minha discrição a cerca do mundo.
O meu mundo é separado por tabus e crenças que você não entende, mas para mim são perfeitamente verossímeis dentro de um contexto.
O meu contexto, não o seu.
Se você retirar a minha burca, encontrará outros enigmas: máscaras venezianas. todas escondem, todas nao mentem, tampouco falam. apenas aderem ao silêncio.
Mas existe uma coisa em comum em todas elas: a sombra e a íris dos meus olhos. Estes sim, não irão esconder meu arrepio quando você passa; a fogueira que emana deles quando sinto seu perfume; a maldição, encrustada no meu olhar que te acompanha, e que quer lançar-se em você. O medo que ignoro com medo de perder este momento. Sinta a música que meus olhos compõem. Eles nunca mentem.

14 de abr. de 2010

Miscelânea...

... um amigo me disse esta palavra uma vez. Sem propósito. Tal qual o que escrevo hoje. Sem propósito, mas não sem motivo.

"Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a
realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Machado de Assis - Bons amigos

Um brinde a eles.



22 de fev. de 2010

Olhos felinos.

Ano do tigre. Muito perigoso.
Olhar tudo como se fosse uma presa. Ganhar tudo como se fosse a última vez. Encarar com cautela e conquistar à força (mas com habilidade). Lutas e batalhas? Que venha logo uma guerra. Cair ao chão com fúria e pretensa graciosidade. Levantar-se olhando para o motivo da queda. Espreitar e observar (por longos e silenciosos minutos). Ser o centro das atenções naturalmente por tamanha beleza. Confiança em demasia? Não, chama-se potencial. Metas (muitas delas).
Deitar e rolar no chão de barriga pra cima. Ô, preguiça. Faz um carinho? Posso brincar de pique com você? Tenho disposição para nadar todas as águas do oceano.
Não tente me derrubar! Eu viro uma fera e aindo digo no seu ouvido (bem baixinho): eu tenho sete vidas. Não brinque com aqueles que tento proteger! Eu te como vivo. Palavra que me define: garra.
Todas as mulheres tem um quê de felina por natureza. Cuidado com os meus olhos.

18 de jan. de 2010

Cuidado com as estrelas

Para ler ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=RLt43ExKqso


Lapidadas por Zeus
Brilhantes e sonhadoras
vistas com olhos que carregam um quê de doçura
de romance, de palavras silenciosas.

Sorrisos lançam ao acaso,
elogios fazem aos amantes
(aqueles que vislumbram
e sentem o feitiço de Afrodite)

Deusa do amor: afrodisíaca.
Não negues o encanto que pôs sobre a noite
sobre a lua
sobre esse estranho olhar que me atinge...

Os olhos. Um momento de silêncio.
São de uma seriedade assustadora.
Aquecem e derretem a mais rude das criaturas.
Enlouquecem e conquistam.

Tarde demais,
as estrelas já derramaram o seu veneno.
O mais sutil, contido no menor dos fracos.
O mais letal: cruel, porque mata com um sorriso.

Suspiros;
Notas melodiosas;
Palavras certas:
calcanhar de Aquiles.

11 de jan. de 2010

Uma mensagem escrita na testa.

Cansei dos nãos. Cansei da vida me ensinando as coisas.
Eu queria ser a bonequinha de luxo dourada que fica numa prateleira olhando as pessoas. Encarando-as. Aliás... eu queria ser uma bonequinha de porcelana: quebrável, made in china, lábios à la gueixa. Bonequinhas não aceitam nãos. Elas não vivem de negativas.
Mas depois, pensando melhor, porque ser uma boneca vazia e de vida ausente quando se pode ser a pessoa que compra a boneca?
Mas porque estou falando de bonecas?
Ah, lembrei.
Sabe porque eu cansei da palavra não? Ela inibe a vida. Já passei da fase de ouvir essa palavra que impõe limites. O limite é até onde eu sei que posso chegar. Já aprendi o suficiente para saber que não posso fazer birra quando impedem. Devo respeitar (talvez entender). Eu faço assim: faço o que sinto que tenho que fazer. De resto, a gente vê no que dá. Aceita e vive feliz para sempre.
Fácil falar, né? Que tal dizer o SEU próprio não? Garanto: Exige muito. Não possuo rugas, logo não tenho a experiência de quem as tem. Mas é tão simples que não custa - quase - nada. Às vezes, de um dia para o outro a gente aprende. Aprende que por mais que você queira e sonhe em ouvir certas palavras, elas nunca vão ser ditas do jeito que você sempre pensou ou, então, elas nunca passarão de mera fantasia. Aprende que o valor que você dá a uma pessoa nunca é demais, pois sentimentos bonitos e sinceros não foram feitos para dar medo. Pelo contrário: eles merecem ser encarados e enfrentados de frente. Só se passa para o próximo nível assim. Aprende que por mais que você mostre, sinta e brigue pelo amor, ele aparece quando bem entende e na hora mais inesperada. E quando aparece a gente tem que saber compreendê-lo (quando não amamos), nos valorizar (quando amamos demais) e sorrir (quando é recíproco).
Eu faço demais, faço até aquilo que os outros odiariam e brigariam comigo por estar fazendo. "Você é burra. Menina tola. Não vê que está fazendo tudo errado e que quanto mais corre atrás, mais as coisas fogem?" Resposta: Se você consegue viver com as coisas entaladas, parabéns, eu não consigo. Não sou barata. Prefiro me fuder com a verdade nua e crua (seja ela muito boa ou extremamente triste), do que morrer pensando como poderia ter sido. É nessas horas que o Não vem. Natural e maduramente. E mesmo que você queira pegar em uma caneta definitiva e redesenhar a vida a seu modo, você sabe que a hora de negar o caminho tão desejado e escolher aquele outro mais tortuoso e cheio de pequenos espinhos, chegou.
Daqui a cinco passos você descobre que seu coração continua batendo. Você pode ter os espinhos, mas a presença deles indicam rosas. Você escolheu as curvas tortuosas, mas em cada uma existe um novo dia.

28 de nov. de 2009

O fantástico mundo de Renata.

Quando eu era criança, sonhava em casar com o Batman. Eu era uma moleca em estado de amor platônico, cujos olhinhos brilhavam só de pensar no gostinho da aventura. Minhas cenas épicas com o Batman imaginário se tornavam reais debaixo do chuveiro e quando deitava cheia de sono. Depois surgiu a rebeldia pelo Robin, que me conquistou pela sua imaturidade e por ser menos sério que o primeiro. Fiquei um tempo vacilando entre os amores à primeira vista da infância (eu era tão malandra que namorava de mãos dadas com três ao mesmo tempo). // Começou a Revolução. Adeus Papai Noel, Adeus terra do nunca. Olá nova fase. // Me apaixonei perdidamente pelo Harry Potter. Sonhava com Hogwarts e sua magia infindável. Foi o início de um novo mundo! Uma realidade paralela que me fazia acreditar em seres que habitavam a minha fantasia há muito... uma ficção chiclete que me dava poderes, me fazia sonhar tão tão alto, morar em outros lugares e quando terminava eu ainda estava lá, sorrindo, esperando o outro ano começar. Eu era tão igual a ele. Resgatei minha alma de "meninos perdidos" e adotei Londres, Hogwarts e a Toca como minha única casa. // Carrego os mesmos sonhos desde aquela época. Estão aqui dentro. Fortes e indestrutíveis. Só que as obrigações cresceram e a realidade é um pouco diferente. No fundo sou um misto de Mulher Gato, Hermione e Elizabeth Swann. E continuarei assim, muito bem, obrigado. Nos intervalos dos tempos reais eu me vejo conversando comigo mesma. E pergunto: "Por que você tem tanto medo de magoar seus próprios herois?" Respondo: "Talvez por querer que eles sintam orgulho de mim. Quero que eles continuem aqui. E mesmo aqueles que passaram e foram embora, desejo que se lembrem da minha garra, da minha coragem e do brilho dos meus olhos. Assim como guardo boas recordações. E se por algum motivo eles ficaram em dúvida quanto ao meu caráter, asseguro-lhes que é a minha natureza. Inconstante e leal, ao mesmo tempo. Mas saibam: vocês me fizeram crescer enquanto pessoa, mulher e personagem mítico. A vocês, meu eterno sorriso."

11 de nov. de 2009

Nem 8 nem 80

Mas algumas vezes só consigo ser assim. Eu vario entre os estados tecla do foda-se e quero mudar o mundo. Às vezes me vejo isolada, perdida, decidindo se ajo ou não. E em outras, nem preciso pensar, porque já fui, cheguei e consegui/não consegui o que queria.

Consigo fazer uma lista dos meus paradoxos e antíteses (que como é muito grande, não vem ao caso listá-la). Mas uma pessoa muito querida, e sábia, um dia me ensinou a olhar o mundo com outros olhos. Aliás, devo isso não só a uma, mas a mais algumas pessoas. Neste fluxo, ao qual deu-se o nome de vida, viver nos extremos é pura alienação, criancice e perda de tempo (minha opinião).

Com o tempo percebi que perdi pessoas importantes por ter me cegado com o enjoado do orgulho. Bastava uma conversa, uma palavra, nem que fosse uma vírgula(!) e hoje eu não carregaria o arrependimento. O máximo que eu ia receber era um não (dói, mas passa). Há uma diferença muito grande entre orgulho e valor próprio. O problema é que ambos andam de mãos dadas, são casados, amantes, se amam e odeiam.

Percebi, também, que não adianta nada querer. Querer não é poder! Admito que algumas coisas na minha vida vieram mais rápido e facilmente do que eu jamais poderia esperar, mas só depois de ter saído da inércia e lutado - nem que seja um pouco - por aquela alguma coisa.

E a(s) mesma(s) pessoa(s) do segundo parágrafo me ensinou(aram) três fatores poderosos, dois quais eu não abro mão: a palavra, a vontade e o respeito. Em qualquer lugar, a qualquer hora, eles me ajudam. Mas reconheço que preciso usá-los mais e continuar... sejá lá qual for o rumo.


P.S: Hoje, por sinal, foi um dia que saiu do oito para o oitenta.
P.S 2: Estou morrendo de saudade de certas pessoas.
P.S 3: Já contei para tudo e para todos, mas falta aqui: eu vou no show do Coldplay e sou a criatura de duas pernas mais radiante deste universo por causa disso.

beijostchau :)

8 de out. de 2009

simple gesture.

Metade sorrindo e a outra metade (também querendo sorrir) realista, com o pé no chão. Não tem como ser 100% sonhadora... mas bem que eu gostaria.
Não que eu sorria por viver no mundo da panqueca, mas por estar feliz por acontecimentos recentes (pode ter certeza que não é por causa de 2016). Eu descobri que sou o tipo de pessoa que nasceu de bumbum virado para a lua (literalmente), tem sete vidas e pode passar debaixo de muitas escadas carregando vários gatinhos pretos. Ainda assim, com azar ou não, não tenho o direito de reclamar um "ai" da vida.
Domingo passado eu assisti a um filme daqueles que deixam o coração na mão e quando os créditos começam a subir você ainda tá meio paralisado pela história. Chama-se O menino do pijama listrado, baseado em um livro narrado no contexto da segunda guerra (autoexplicativo). Pois bem, levantei do sofá muito triste, mas com uma vontade de viver!
Tenho uma família bem grande e complicada, mas somos unidos, isso que importa. Tenho saúde para continuar seguindo em frente. Tenho pessoas pelas quais eu me lançaria da ponte Rio-Niterói feliz da vida e pedindo mais! Sou meio ceguinha, mas ainda assim consigo ler meus livros que me trazem tanta felicidade. Consigo ouvir músicas e sou feliz até por poder cantar debaixo do chuveiro. E acima de tudo, eu admiro os pequenos gestos, aqueles imperceptíveis que me deixam com um sorriso de orelha a orelha.
Sei que nem tudo é rosa. Não estou pedindo que seja, tampouco dizendo que tudo é. Mas tenho a certeza que mesmo depois de um furacão, é possível levantar a cabeça e construir tudo de novo. Tenho muitas razões para isso.

19 de ago. de 2009

Uma reflexão fantástica e o "mister" do meu momento.

Comecei a faculdade!
Babei litros de felicidade pelo professor de Introdução ao jornalismo.
Aliás, nem babei. Fiquei boquiaberta. É, acho que é isso que eu quero ser quando crescer :)
Bem, resolvi dividir com vocês dois sites que são tudo na minha vida nesse momento.
Estão me ajudando MMUUIITTOO.
Talvez alguém esteja precisando de algo parecido, então vou divulgá-los!
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Agora, a parte "reflexão fantástica" do título. Ontem, quando eu estava voltando da faculdade, estava com duas amigas. Elas começaram a falar sobre o fato de como elas gostam de andar, pois isso as faz refletir sobre a vida. Quando elas andam, elas "viajam". Como ontem eu voltei andando do metrô, pensei muito sobre esse texto que encontrei em uma prova da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). O ano da prova, se não me engano, é 2003. Tirem suas conclusões e uma boa caminhada para vocês também ;)
A Internacionalização do Mundo
Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.
(Cristovam Buarque)

9 de ago. de 2009

Dia dele. (e dela)

Tirei o dia para ele.
Ele não vai ligar muito, mas persistirei.
Vai acordar com aquele humor bipolar.
Mas c'est la vie.
Ele é chato
irritante
mandão
pessimista
Mas na hora de demonstrar o amor dele, abre o coração.
Tem um SENHOR coração, maior que o mundo.
Tem horas que ele parece um bebê e tem outras que fico até com medo.
Tem horas que ele me vê como um bebê e nas outras ele até se emociona.
Ele é um orgulho pra mim
guerreiro
vitorioso
um dos maiores homens que pude conhecer
(ele vai dizer que não, mas eu não vou ligar)
Mesmo com aquela carequinha estilosa e os seus fios prateados
Como minha avó diz: "Prata no cabelo, ouro no bolso"
Mesmo com a sua simplicidade
e palavras que me fazem pensar o quanto eu agradeço a Deus...
por poder chamá-lo de Pai.

Pai, eu te amo.
Um Feliz dia pra você :)

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E como eu sei que ela é ciumenta e fica toda dengosa quando não lembro dela...
Mãe, todos os dias é o seu dia :)
Eu também te amo, acima de tudo.
Afinal foi você que aguentou firme e forte durante 9 meses e 6 horas xD
Beijos da sua filha coruja.

31 de jul. de 2009

Uma reflexão sobre a minha vida.

Tem dias que infelizmente o mundo resolve ir contra a força da gravidade. Não adianta o quanto você fique calada, recolhida em um canto com os seus pensamentos para não interferir no resto do mundo: se você não vai de encontro à vida, ela vem de encontro a você. Parece um campo magnético - você está indo na corrente X e, vindo em sua direção, um problema surge na corrente Y, pronto para a colisão. Foi isso que aconteceu comigo hoje.
Não adianta espernear, dar porrada contra o ar, chorar, inventar soluções que não combinam com o meu jeito de ser. Os meus problemas são do tipo familiares. Especificando, possuo um desentendimento com os meus pais em relação a minha liberdade. Há dias em que, já cansada de estudar, ver livros e fórmulas, eu preciso respirar um ar, ver um rosto amigo a fim de me livrar um pouco da pressão de um ano de vestibular + faculdade. SÓ QUE, eles não entendem. Ou entendem e preferem persistir no erro. Será que eles não percebem que eu preciso desse tempo para poder continuar firme e forte nas minhas responsabilidades do dia seguinte? Senão eu vou entrar em depressão.
Sou do tipo que dispensa saídas, viagens e encontros por estar consciente de que não terminei tudo o que tinha que fazer. Eu mesma me imponho limites (e eles impõem ainda mais). Mas eu cansei. Vejo as minhas amigas com a mesma idade (18 e 19 anos) com pais mais compreensíveis e liberais. Eu quero um pouco mais de espaço... só que descubri que meus pais não vão mudar. Começo a suspeitar que terei de conquistar essa liberdade "a mais". Convencê-los da minha consciência a cerca das minhas metas.
A sorte deles é que sou uma filha que os ama acima de tudo, que entende as aflições de pais para filha, pacífica e nada rebelde. Só que preciso ativar um pouco mais a minha voz e as minhas vontades.
Precisava hablar =)

20 de jul. de 2009

Dia 20

Amigo
adj.
adj.
1. Que sente amizade por.
2. Que está em boas relações com outrem.
3. Simpático.
4. Propício, favorável.
s. m.
5. Pessoa à qual se está ligado por uma afeição recíproca.
6. Partidário.
7. Amásio.
Segundo a definição do dicionário, amigo é isso aí.
Já contrariando, não é não.
Aliás, como pode existir a explicação de AMIGO no dicionário? ¬¬
Para mim, amizade pode ATÉ ser explicada com palavras, mas mesmo assim continuarei sentindo falta de algumas outras. Pode ser demonstrada em atos, mas nem todos vão conseguir exprimir o que sinto. Posso tentar explicar na hora, e não vou conseguir.
Um mega abraço em todos os meus amores. :)
Obrigada por tudo.

15 de jul. de 2009

Oi blog, cá estou :)


Feito por mim. Saudade de escrever.




O mundo parou para Sofia. Parou só para olhar aqueles dentinhos de leite, todos se exibindo. Naquele exato momento, o ar congelou. Os olhos dela brilharam como se tivessem visto calda de chocolate! Sinto uma semelhança... Seria coincidência ou ela realmente tem olhos da cor de brigadeiro? É um doce. Eu penso e sorrio comigo mesma. O fato de não conhecê-la, não impediu que eu a descrevesse. Afinal, esse é meu trabalho: fotojornalista. E o dela, bem, naquele momento a função dela era sorrir para a câmera. E a menina o fez com excelência, como se fosse exatamente aquela sua profissão. Me pego imaginando como seria fácil ganhar dinheiro por sorrir para a vida. Penso mais um pouco e descubro a verdade: ela o fez não pelo dinheiro, mas porque crianças carregam a simplicidade dos pequenos atos. Ela é feliz somente por sorrir, e sorri porque está feliz. Quando crescer quero ser igual a ela. Belo exemplo de vida. E lá vai a pequena novamente – “Sofia!” – parou para o mundo.

13 de jun. de 2009

Santo Antônio,

Amor
Humor
Oswald de Andrade
  • Minha mãe ia me sentar numa cadeira todos os dias, por sete dias, me benzer e pedir: "Deus tira a uruca de cima da minha filha e arranja um bom menino pra ela!"
  • Quando acordei hoje, minha mãe me disse que a energia estava propícia para fazer uma reza a Santo Antônio.

Sim, estou solteira. Mas meu dia 12 foi tão bom :)

"Mãe, não preciso disso. Eu já tenho você" (ok, eu não disse isso. Mas não preciso, ela sabe). A vida já está completa. Quem entrar, é lucro.

Dia de santo antônio pra mim é um dia de bossa. Não precisa ficar com raiva do santo e colocá-lo de cabeça pra baixo ou tirar o menino jesus dele. Deus já foi generoso demais por ter colocado certas pessoas no meu caminho. Eu não posso me dar ao luxo da queixa. Eu não tenho sede de amor, fome, carinho, amizade... Tenho até sobrando... Oba! Vamos dividir com quem realmente precisa?

Eu sei que já passou do dia dos que se amam, mas foi o tempo que eu encontrei. Eu desejo a todos muito carinho e um abraço bem apertado.

(não liga não, to meio sentimental hoje)

Amém.