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11 de set. de 2011

Frase para o dia e uma pequena reflexão

Li algo parecido no Observatório da Imprensa:

"...cuidado para não ultrapassar limites tênues entre a lembrança e a exploração."

 Hoje eu não posso falar muita coisa. Não entendia muito com meus 10, 11 anos quando aconteceu e de lá pra cá adquiri apenas uma pequena parcela de compreendimento. Acho que existem interesses por trás dessa história que muitas pessoas sequer imaginam. Percebo guerras mais sérias ainda e me deparo com uma humanidade inocente e incoerente. Terrorismos acontecem todos os dias. Hoje vou rezar por muita gente. Sinto falta de equilíbrio, amor e sensatez. 

9 de abr. de 2011

Pro sabadão animar...

Nada melhor que o melhor do dia.
Boa noite =)




quero onça na minha cocÁ!


Ronaldo Fraga. Seu lindo.


Nota: DEZ!


Aniversário tá aí gente. baratinho.


Figo é manjar. põe pra dentro.

Curtam. é pra rir, rolar e dormir feliz cheirando nossos suvacos. 

BEIJOQUEIJO.

8 de ago. de 2010

Só sei que sei algumas coisas.

Estranho é querer escrever sobre tudo ao mesmo tempo e não saber por onde começar. Reconheço em mim uma artista em decadência, longe de atingir seu grande desejo, ansiosa demais procurando por qualquer verdade.
Não sou nenhuma artista, meu rosto nunca assumiu uma máscara de falsidade, minha certeza profissional não consta mais em meus diálogos, não quero agradar a ninguém e cansei de sorrir para tudo e todos.

Assumo um pouco de meu enclausuramento criativo. Sinto falta do meu eu interior. Ganhei uma máquina ano 88 (ou 86, se meu lapso de memória não me engana) que roda a filme: uma Prantex K1000. Gene familiar fotográfico? Veremos. Ganhei muitos livros, prometi terminá-los até o dia 16 deste mês e agora estou calma: aceitei o tempo em seu devido tempo.

Ah! Fui a um gastro, devido aos meus recentes problemas estomacais (que ainda não foram devidamente diagnosticados) e sabe que eu gostei do médico? Não por ele ser sábio e médico, mas por ele ter sido sábio e humano. Disse a mim que a coisa mais triste era o atual sistema impondo aos nossos jovens uma maturidade precoce, uma escolha de futuro profissional mais precoce ainda e um vestibular que só faz aumentar tantas incertezas e esmagar tantos futuros. Pois é... nunca fui a favor de tamanha pressão e só descobri isso um ano mais tarde, quando passei no vestibular somente com a minha ajuda e sem a paranoia de pessoas que querem ganhar em cima de você. Agradeço a eles, mas fiquei melhor sem eles.

Bem, eu disse em meu último post que este seria um tempo de agregar, ao invés de construir. Pois então, aqui estou. Maravilhada por ter descoberto o que eu não quero ser e o que eu não serei. Uma obra de arte demora um certo tempo para ser construída e é por isso que digo que a minha está longe de ficar pronta: me encontro no processo de aprendizagem.

Felizes são as tartarugas.
Tenham todos um excelente domingo =)
(Feliz dia dos pais, porque ao meu eu devo quase tudo)

18 de jul. de 2010

La ciudad

Hoje não é pra ter medo de ser feliz não. Se as pessoas saem pelas ruas do Rio de Janeiro do jeito que ele é, porque devemos temer? Foda-se cara. O cara tá lá de braços abertos de sacanagem? Seja o que ele quiser! (Abençoa e vai!)
Então tá, né? Fui.
Fui e comigo veio uma declaração de amor. PUTA VÉI, (como diz minha prima), sou baiana mas, porra, do Nordeste só veio a certidão de nascimento. Até carrego o meu momento de rodar a baiana, mas... o que seria da pessoa que vos escreve sem o seu Rio de Janeiro. Caralho: nada. Eu já sabia disso há muito tempo, mas ontem ficou transparente. E como sempre minhas constatações vivísticas acontecem no coração do MEU Rio de Janeiro: na Lapa. E o que a Lapa tem a ver com o Rio? Tudo! E porque a Lapa é pra mim o coração do Rio? Porque é. Assim acho eu, mas com certeza outros nunca acharão isso.
Vou traçar um paralelo que vai chegar num ponto final.
Introduction e meio e fim: O que é o Rio pra você? Apenas um ponto diverso misturado aos outros pontos diversos de um Brasil tão variadamente diverso. Certo? Bem, ao menos para mim, sim. Pois então. Não consigo pensar em um lugar que resume todas as originalidades de tantas pessoas ao mesmo tempo. Justamente por não regar apenas uma raiz, mas sim várias. E isso é lindo, cara! é mágico, é inspirador. O L de Lapa para mim significa legalização; legalização de todas as cores, todas as cabeças, legalização de um todo completamente cheio de divergência. E para enxergar o outro, você tem que amar a diferença dele. Não é isso que você faz com os amigos? Aceita as semelhanças e junto delas vão as diferenças. Estão aí os dos A's de Lapa. Mas eu nao colocaria Amor e Amizade. Mas sim, Amor e Amor. Felizes são aqueles que amam, sem precedentes e explicações.
E se aPaixonam. (#pontofinal#)
Simples não é, mas quem disse que não existe beleza na complexidade?
A propósito, complexo é saber mijar se equilibrando num salto alto 9 cm sem encostar na tampa do vaso! Assim tenho dito. E olha que eu estava de legging, imagina a coitada que tem que segurar a calça, se equilibrar e ainda pegar o papel? Ai, ai... MULHERES!

1 de mai. de 2010

A bala capitalista


Esta aí. Está tudo aí.
Bala, doce capitalista, ouro pelo qual muitos se prostituem (ou melhor, prostituem as pessoas da primeira linha de combate, os de primeiro escalão só recebem passivamente, sem doer). Se uma luta constante é procurar energia limpa, renovável e sustentável, por que, POR QUE, as principais transações comerciais ainda sobrevivem disso? Por que demos importância ao Ibsen se os poços descobertos na costa brasileira ainda nem começaram a produzir (o lucro ainda é especulação)?! Eu imagino o quanto de estudo sobre impacto ambiental foi realizado na área do Golfo do México (qualquer construção que envolva patrimônio nacional, público, ambiental, bem de todos e que represente risco futuros para as gerações tem que apresentar uma giganteca lauda sobre estudo do meio). Mas foi um incidente, aconteceu de repente, quem poderia imaginar? E agora? Agora a gente ferra mais um pouquinho com o planeta. Sempre é assim. Estou cheia disso.


27 de abr. de 2010

reflita.


"Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também..."

22 de abr. de 2010

Foda-se

Eu não sei como começar este texto. Para falar a verdade eu não sei sobre o que vou escrever, só sei que preciso.
Vou lhe contar uma história. Ou melhor, um sonho.
A primeira pessoa não quer falar agora. A terceira é intrusa demais, ela já está no meio de nós.
E se ela se apaixonasse? Ela andava por entre as ruas, calma e constante. E ela tinha esta pergunta em seus estímulos. O que era impossível: nada conseguia quebrar sua redoma de vidro, seu mundo ordinário. Ordinário, porém louco de fantasias e perseguido por cores. Cores vindas de seus olhos, que projetavam um mundo com paredes pintadas, coreografadas, mas nunca vazias. (Isto é um sonho, logo há um vazio bem aqui e o que acontecerá não se sabe como aconteceu) Em algum acaso da vida, em alguma profecia não revelada, entrou um estranho. Talvez possa tê-la ajudado com promiscuidades prosaicas - quem sabe. O que foi relatado é que depois do primeiro encontro, ele a segurou pelo braço apenas para impedir que a mágica não se concretizasse. E ela reparou na intensidade de seu sorriso. Tão inteiro: ele era inteiro. Tão ele: ele era ele. O que o universo inteiro não contou é que ele não projetava as mesmas cores que ela, tampouco projetava. Ele não enxergava. E embora ele não tivesse visto, ele sentiu que a energia dela havia mudado com seu toque e com a enxurrada de sua sinceridade ao sorrir.
(ponto)
Em sua bolha redomada e embrulhada para presente, ela tirou sua graça do canto dos lábios. Sua ínfima felicidade de um momento: ela jogou fora. Se renovou com preconceito e com pena. Ele, na sua inocência e vontade de estampar aquele sorriso bobo, começou a falar. Ou melhor, começou a tirar lasquinhas daquele vidro que a cercava. Ele simplesmente quebrou suas expectativas: falava de suas vivências, de seus entes interiores, de suas visões mundanas, de suas inventadas cores, de si, de ela, de todos... Pergunta: como podia ele ser tão mestre de si e como podia ele sorrir só por sorrir e como podia ele fazê-la imaginar outras coisas senão aquelas que ela tinha certeza que não passavam... daquilo.
Ledo engano. Por educação, ou por falta de circunstância, ou por pura coincidência, ela continuou o seu dia caminhando lado a lado. E no dia seguinte, ele a procurou; e no outro, ele se encantou; e posteriormente, a adorou. Pergunta: o que tinha ela para encantar tamanho gigante?
Nada sabia responder (há coisas que não se sabe porque acontecem), apenas sentia das vibrações uma vontade de mudança, uma semente germinando, um calor que o completava.
E ela só se lembra que no dia que estava suficientemente hipnotizada por ele e frágil demais para reagir, ela se inundou com mais um de seus sorrisos-abertos-e-sem-medo-com-tantos-dentes e surpreendeu-se com seus lábios desejando os dele, desejando sentir o sorriso em si. E ele, como a desejava há muito tempo, fechou seus olhos, fechou os dela, pegou-a para si e tudo o que ele fez, na luz de seu mundo e na vontade dos dois, ela sentiu igual: enxergou na mesma lente que a dele.
Ela se apaixonou por um não-mundo sem cores que a fez perceber que a única coisa que não tinha mundo era ela. Não tinha, agora a redoma era outra.
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência e a "ela" do sonho não sou eu. Era outra que nunca vi mais gorda nesta vida, acreditem.


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pintarasunhasdevermelhopintarosdedõesdopéfazerminhavirilhairaoespanhol

Viajar, enfim =)
Bom feriado a todos.
(O meu eu acordou)

12 de abr. de 2010

Cidade maravilhosa da semana passada

"A corda sempre arrebenta para o lado dos mais fracos."
Fracos?
Fracos por não terem condições de morarem em lugares com condições de vida mais dignas?
Fracos por acordarem mais cedo que muitos, lutando contra um mundo que exclui de maneira drástica os que não se encaixam na nata da sociedade?
"Deus ajuda quem cedo madruga." - Não é o que diz o ditado?
Fracas são as mães que deixam seus filhos para cuidarem dos filhos de outras mães? No primeiro andar de um prédio da Vieira Souto. Fazem isso por fraqueza porque, de outra maneira, seus filhos não terão o que comer.
Fracos são aqueles que choram por verem suas casas vindo abaixo?
Fraca é a mídia? Que expõe durante uma semana inteira a fragilidade de muitos. (Quanta frieza ao retratar casos e mais casos). São apenas casos. E como amanhã a notícia será outra, vamos aproveitar a notícia-pão-nosso-de-cada-dia.
Acho que todos já viram o anúncio que divulgaram na televisão, alertando a população sobre o perigo de chuvas torrenciais. "Não mexa em fiação. Não nade. Não saia de casa. etc... SE SUA CASA FOI MARCADA E ESTÁ EM RISCO, SAIA IMEDIATAMENTE. É PREFERÍVEL ESTAR DESABRIGADO, DO QUE ESTAR SOTERRADO" (não exatamente estas palavras).
Grande anúncio. Então não seria preferível, e mais correto, as autoridades públicas avaliarem e impedirem a construção de casas em terrenos irregulares, a fim de evitar o que aconteceu em diversos morros da região metropolitana? É muito mais fácil abandonar sua casa, com os poucos pertences difíceis de uma vida muito "fácil", e vê-la desmoronando. Adendo: ficar sem casa é mais fácil ainda. Morrer soterrado ou perder a família também é outra saída, não se esqueçam!
Sabem o que ouvi? "É um controle natural do crescimento de toda essa gente!"
Para terminar eu gostaria de dizer que sinto vergonha. Não vivenciei um pingo do que muita gente enfrentou semana passada.
E a entrevista que mais me emocionou não foi a da menina Laura, do Jornal Nacional, ou seja lá qual for o nome dela. Foi a de uma moça que não chorou, não ganhou destaque, recebeu dez segundos de jornal. Seu olhar era desesperado em silêncio. Não olhou pra câmera. Não morreu, mas a voz não era a de uma pessoa viva.
- Eu não consegui salvar minha irmã. Nem meu sobrinho. A casa dela simplesmente caiu e eu não pude fazer nada. Sinto vergonha de mim mesma.

30 de mar. de 2010

Capacidade

O ser humano perdeu a capacidade de avaliar com outros sentidos.
Por que um cego, quando enxerga pela primeira vez, consegue encontrar beleza no que vê?
Fica estonteado. Acha razão para a vida em uma nuvem ou uma formiguinha.
(Formiga?)
Vejo coisas que banalizaram meu cotidiano. Ou melhor, que meu cotidiano banalizou.
Perdi a capacidade de prestar atenção ao tato. Ao olfato. À audição.
Muito mais poderosos, se deixados fluir no singular, e capazes de remeter a uma sensação por muito mais tempo.
As cenas de um dia na minha cabeça passam como flash.
São como fotos. Rápidas. Seleciono aquelas que ficaram por sorte.
Mas consigo lembrar de uma conversa inteira.
Sinto o cheiro do lugar no momento. Lembro que afastei minha mão do sol: incomodava. Fiquei vermelha: sorri. A parte imagética modifica-se e me olho pegando na parte áspera da conversa. Esqueço.
Lembro do meu cabelo fedendo a ovo e a café. Senti meus pés no asfalto da Urca, de Copacabana e praticamente da Zona Sul inteira. (mais quente, mais frio). Toquei minha pele: não podia ser eu.
Guardo.
Lembro das fotos daquele momento. Tento imaginar as sensações de cada uma. Tudo o que me resta são: sons e música.
Guardo.
A riqueza está nos detalhes, lembrem-se disso.

3 de mar. de 2010

Coisas que me fazem acreditar na vida







A primeira e terceira fotos foram tiradas por mim. A do meio pela minha amiga que estava ao lado. Não somente tiramos: vimos. Não somente vimos: sentimos. São pouquíssimas fotos que divulgarei do dia perfeito e memorabilíssimo que foi domingo (28/02/2010). O show que marcou a minha vida de uma maneira linda, emocionante e encantadora :)
Muitos podem não entender por não gostar de Coldplay, outros entendem e outros nem irão ler. Mas para tudo existe um motivo e o meu motivo não é paixão platônica pelos integrantes (longe de mim até porque a minha realidade é diferente de qualquer um deles). Pelo contrário: é a banda que faz músicas que mais tocam a minha realidade. Que mais dizem respeito sobre mim. Músicas estas que me fizeram chorar de tal forma durante a noite de domingo que simplesmente fiquei sem palavras: as lágrimas escorriam de alegria e por si só já tinham um significado forte, único e que dispensava qualquer murmúrio.
Foi o meu primeiro show internacional e creio que nenhum outro show conseguiria obter a minha vontade, a minha felicidade e o mesmo carinho.
Simples assim: acredito nas letras das músicas porque fazem parte de um sonho meu antigo que se realizou em parte neste domingo. Eles ganham dinheiro em cima da música e sinceramente até vou elogiar o trabalho da banda, da produção e de tudo mais... só que está além disso. Está numa pequena palavrinha que todas as borboletinhas acima significam pra mim: esperança.
As fotos? Transformarei em vida real.

3 de jan. de 2010

Muitos minutos de silêncio.

Há tempos que entro nesse blog com o intuito de escrever... e não consigo.
Nada parecia se encaixar, nada parecia o certo a dizer. Falta de palavras, falta de essência, soava meio bobo: desisti.
Só que hoje de manhã eu estava lendo O Estadão e deparei com mais uma das notícias sobre o caos que se instalou em Angra. E o que me chamou mais atenção foi a morte de um casal que morreu abraçado. Eu não estava dando a devida atenção ao que aconteceu na região, até eu apontar o olho para aquela chamada. Talvez por já estar anestesiada com acontecimentos tristes: eu ando nas ruas e vejo aos montes e, infelizmente, me acostumei. E a parte incrível disso tudo é que eu tenho conhecidos lá que representaram uma parte da minha vida muito intensa.
Por questão de tempo o meu post vai ser curto, porém sincero.
Eu desejo o mais forte e solidário dos sentimentos para todos que estão vivenciando esse momento bastante complicado e triste. Para aqueles que conhecem pessoas que moram lá, estavam lá, ou etc., idem. Palavras não são o bastante, reconheço. Mas prefiro dizê-las, do que omiti-las. É o mínimo que posso fazer.
A todos um ano novo excepcional.

28 de nov. de 2009

O fantástico mundo de Renata.

Quando eu era criança, sonhava em casar com o Batman. Eu era uma moleca em estado de amor platônico, cujos olhinhos brilhavam só de pensar no gostinho da aventura. Minhas cenas épicas com o Batman imaginário se tornavam reais debaixo do chuveiro e quando deitava cheia de sono. Depois surgiu a rebeldia pelo Robin, que me conquistou pela sua imaturidade e por ser menos sério que o primeiro. Fiquei um tempo vacilando entre os amores à primeira vista da infância (eu era tão malandra que namorava de mãos dadas com três ao mesmo tempo). // Começou a Revolução. Adeus Papai Noel, Adeus terra do nunca. Olá nova fase. // Me apaixonei perdidamente pelo Harry Potter. Sonhava com Hogwarts e sua magia infindável. Foi o início de um novo mundo! Uma realidade paralela que me fazia acreditar em seres que habitavam a minha fantasia há muito... uma ficção chiclete que me dava poderes, me fazia sonhar tão tão alto, morar em outros lugares e quando terminava eu ainda estava lá, sorrindo, esperando o outro ano começar. Eu era tão igual a ele. Resgatei minha alma de "meninos perdidos" e adotei Londres, Hogwarts e a Toca como minha única casa. // Carrego os mesmos sonhos desde aquela época. Estão aqui dentro. Fortes e indestrutíveis. Só que as obrigações cresceram e a realidade é um pouco diferente. No fundo sou um misto de Mulher Gato, Hermione e Elizabeth Swann. E continuarei assim, muito bem, obrigado. Nos intervalos dos tempos reais eu me vejo conversando comigo mesma. E pergunto: "Por que você tem tanto medo de magoar seus próprios herois?" Respondo: "Talvez por querer que eles sintam orgulho de mim. Quero que eles continuem aqui. E mesmo aqueles que passaram e foram embora, desejo que se lembrem da minha garra, da minha coragem e do brilho dos meus olhos. Assim como guardo boas recordações. E se por algum motivo eles ficaram em dúvida quanto ao meu caráter, asseguro-lhes que é a minha natureza. Inconstante e leal, ao mesmo tempo. Mas saibam: vocês me fizeram crescer enquanto pessoa, mulher e personagem mítico. A vocês, meu eterno sorriso."

18 de out. de 2009

Vai uma barbie aí? Não, me dá uma cerveja.

Hoje o dia foi tenso aqui no Rio (mais especificamente na área onde eu moro). Helicóptero da polícia caindo, invasão de morro, ônibus queimados e dezenas de jornais metendo o pau no Rio. Já esperava. Amanhã começa tudo de novo e assim continua até as Olimpíadas. Fazer o que né?

Depois de algumas horas sentada estudando, saí. Fiquei umas três horinhas em um pé-sujo com uns amigos. Cheguei por volta das nove da noite. Exatamente na hora em que a matinê (festa em boates para menores de 18) estava terminando. Quando o dono do estabelecimento começou a colocar todos para fora, pasmei! Eram crianças - literalmente - saindo daquele lugar. Meninas com 11 ou 12 anos bebendo smirnoff. Todas seguiam um padrão de roupa: blusas frente única, shortinho (variando com calça jeans no máximo), salto alto, maquiagem, muitas bijuterias. Como a boate é do lado dos bares, as meninas praticamente atiravam-se nos homens que estavam sentados. Ou seja, pirralhinhos crente crente que são adultos.

Eu me pergunto: por onde andam os pais (se é que podem ser chamados de pais)? Como essa banalização da infância é tão presente nos dias de hoje? Gente a infância é a época mais rica e mágica de todas! A pureza, inocência, brincadeiras saudáveis, sonhos dão lugar ao erotismo, preocupação com o corpo, roupas de marca, beijo na boca e bebida.

Depois de um tempo refletindo tristemente na mesa do bar, observei uma mãe chegando ao local e procurando por sua filha. Como elas estavam perto da minha mesa, consegui entreouvir a conversa:


Mãe: - É pra isso que você pediu pra vir? Como que esse troço (a boate) permite uma coisa dessas? Tem gente de dez anos aqui! Da próxima vez você não vem!!! Vai pro carro!

Pelo menos uma cabeça funcionando. Enquanto meus (futuros) filhos pedirem para brincar, serei a mãe mais feliz deste mundo.

13 de out. de 2009

Ser ou não ser. Eis a questão.

Cheguei à universidade e a primeira coisa que eu ouvi do meu professor de jornalismo é que no Rio existe uma concentração da mídia. Ou seja, dificilmente você encontra uma realidade sobre os fatos segundo o outro lado da moeda. Eu sempre ouvi dizer que um jornalista está a serviço da sociedade, e não a serviço de uma empresa. Mas, nenhuma surpresa, não é isso o que acontece.
Por isso, a quantidade de vezes que já ouvi: "Você deve ser uma jornalista honesta" ou "Se você está pensando que vai conseguir escrever o que quer, está enganada". Sim, eu sei disso tudo. É como se existisse um livro contendo intruções e passos: "Os cem passos para se chegar ao jornalismo!".
Só que até mesmo essas intruções se contradizem:
1. Você deve buscar a verdade e informá-la ao público, não importa o quanto custe (nem o quão verdadeira ela será)
2. Leia todos os jornais todos os dias
3. Saiba escrever muito bem, ter uma sinapse boa, sem falar da capacidade crítica.
4. Precisa dizer que é necessário saber sobre tudo um pouco?
...
Com o que eu ouço dá pra montar um livro. Mas eu discordo. Jornalismo não é um ritual. Você até pode seguir o Passo 1 e o Passo 2 e chegar lá. Mas quem está fazendo a faculdade porque gosta, independente da obrigatoriedade do diploma, sabe que existe uma essência. Quase uma arte.

15 de ago. de 2009

Verde, oi?


Estou aqui com o objetivo de fazer uma crítica, uma denúncia (dirigidas a minha pessoa). Estava olhando minhas fotos no orkut e descobri que não possuo qualquer foto com uma única árvore, um céu azul ou uma paisagem que represente a palavra natureza.


Por morar em cidade grande, as únicas coisas concretas que me cercam - e que já se tornaram normais aos meus olhos - são: prédios e mais prédios, shoppings, aglomerações, metrôs e muita fumaça de carro. Não existe nada diferente disso na minha rua. Aliás, em nenhuma outra aqui por perto. Eu vejo verde quando vou ao clube malhar, porque lá é arborizado. AH! O final da minha rua é subida para um morro (que já está sendo tomado por construções, mas são regulares) e de manhã bem cedo às vezes acontece o que eu chamo de fenômeno tapetinho: uma massa de nuvem gigante o encobre. Isso pra mim já é natureza, porque esses momentos são raros.


Isso é uma verdade que não diz respeito só a mim. Os moradores de grandes cidades também devem entender um pouco do que falo. Não existe mais natureza como existe em cidades pequenas ou em estados onde os índices de urbanização ainda não atingiram a saturação. Aqui no Rio alguns parques exigem a compra da entrada, para restringir o público visitante. E em outros o abandono é visível e a falta de segurança também.


Mas eu não quero parques! Quero um campo aberto, onde eu possa deitar em cima da grama e só ver árvores. Gritar de chilique por ter formigueiros perto de mim e descobrir que estou perto de insetos. Observar joaninhas e tirar fotos que tenham cores diferentes! Quero um pouco mais de natureza nos meus dias.


9 de jun. de 2009

Mas então, além da Amazônia...

Só xingando...


Estava eu, em meu santo sofá, assistindo ao Jornal da Globo que está passando neste exato momento. Eis que surge uma reportagem - que infelizmente eu não peguei maiores detalhes como nomes e a cidade - sobre a maior área de Mata Atlântica urbana e preservada no país, localizada no estado de São Paulo.
O repórter estava explicando que está se tornando muito frequente a aparição de verdadeiros quarteirões ou espaços, como o PEQUENO maracanã, em áreas onde antes encontrava-se a Floresta Tropical. Isso, devido ao fato de contruções irregulares, a exemplo de buffets (restaurantes), sítios para lazer, dentre outros pequenos luxos.
Uma entrevistada disse que quando as autoridades resolvem aparecer, é tarde demais. (Porque será né?)
Só que, o que mais me deixou tipo "hã?", foi o momento em que o tal repórter se passa por uma pessoa que quer montar um restaurante. Ele, então, resolve procurar uma pessoa que possa orientá-lo, já que a "suposta" área onde deseja instalar seu negócio é florestada. Surge a dona responsável, com o seguinte diálogo:

Repórter - Teria problema eu construir algo aqui nesse pedaço?
Dona - Não! Eu posso até sugerir um senhor que faz esse trabalho pouquinho por pouquinho. Sabe... Derruba umas árvores num dia, depois outras nos outros...
R - Ele não faz alarme...
D - Não pode fazer né? Senão você paga multa.
R - é né tem que desmatar..
D - Tem que desmatar! senão você vai fazer o que? Casinha de índio?

...

Gente, eu resumi o diálogo. Mas em suma, foram essas palavras.
Daqui a pouco a matéria deve estar no site do jornal:
http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,16009,00.html

Não vou dormir feliz hoje.
1º - A dona vai continuar cagando, andando e ganhando dinheiro. (mesmo que ela seja presa, o que eu duvido)
2º - Além da dona, algumas pessoas vão continuar ignorando esse fato.

3º - Amanhã as pessoas irão comer no mais novo "Buffet" da cidade.

Olha que eu não preciso de bola de cristal pra saber disso.

(Pelo menos um pouquinho de verdade para o ínicio de mais uma terça)